A exposição, que reúne fotos com prêmios Esso e Pulitzer, revela imagens que despertam alegria e tristeza do cotidiano à política. O catálogo conta com textos de escritores e personalidades de ambos os países. O escritor Moacyr Scliar aborda o tema cotidiano; o escritor norte-americano, Timothy Powers escreve sobre política; a escritora Rose Mary Muraro sobre cidadania; o jornalista, Marcelo Tas fala de esportes; o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Benjamin Hermann trata de meio ambiente e o pesquisador norte-americano, Jerri D´Ávila aborda o tema herança. A curadoria da exposição é de João Kulcsar.
Público - Os registros históricos chamaram a atenção da visitante Valeska Gameiro. A advogada viu a exposição na Caixa Cultural em Brasília (DF). Para ela, as fotos do ato em favor da anistia de presos políticos brasileiros e do encontro de Vinícius de Moraes e sua musa Helô Pinheiro estão entre as mais interessantes. “É emocionante lembrar acontecimentos e personagens que marcaram a nossa história. Esta exposição despertou a minha memória para momentos muito ricos da história do Brasil e dos Estados Unidos”, disse.

Comemoração - A cerimônia de abertura ocorreu na Galeira Olido, em São Paulo, e teve a presença do Embaixador Norte-Americano no Brasil, Clifford Sobel, do cônsul geral Thomas White; do diretor executivo da Fulbright no Brasil, Luiz Valcov Loureiro; da artista plástica Regina Silveira; do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer; do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues; do diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação, Renato Janine Ribeiro, e do secretário municipal da Cultura Carlos Augusto Calil.
A cerimônia de abertura da exposição foi realizada no dia 11 de novembro, a de Brasília, em fevereiro. A próxima exposição está prevista para maio. Confira abaixo momentos do encontro e a programação da mostra:
O curador da exposição João Kulcsár e o diretor executivo da Comissão Fulbright no Brasil Luiz Loureiro
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Ex-ministro das relações exteriores Celso Lafer e o embaixador dos EUA Clifford Sobel
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Cônsul geral Thomas White e a
artista plástica Regina Silveira |
Programação da Exposição Impressões Visuais
| Cidade |
Data |
Local |
| Porto Seguro (BA) |
30/05 a 04/06 |
Conferência Nacional de Antropologia |
Goiás Velho (GO) |
04/06 a 30/06 |
a definir |
Teresina (PI) |
03/07 a 22/07 |
a definir |
Florianópolis (SC) |
07/07 a 11/07 |
Centro de Cultura e Eventos da UFSC |
Manaus (AM) |
21/07 a 20/08 |
Centro Binacional de Manaus |
Alcântara (MA) |
29/07 a 24/08 |
a definir |
Rio Branco (RR) |
31/07 a 24/08 |
a definir |
Cuiabá (MT) |
11/08 a 12/09 |
a definir |
Campo Grande (MS) |
08/09 a 30/09 |
a definir |
Aracajú (SE) |
24/10 a 25/11 |
a definir |
Caxambu (MG) |
27/10 a 30/10 |
a definir |
Recife (PE) |
30/10 a 30/11 |
a definir |
São Luís (MA) |
04/11 a 12/12 |
a definir |
Boa Vista (RO) |
07/11 a 14/12 |
a definir |
*Dias e local poderão ser alterados de acordo com a organização do evento

Jovens brasileiros participam de concerto em Paris 

Carta convite do
concerto em Paris |
O encontro “Fusion – Mutual Understanding Through Music” reuniu em Paris, no dia 8 de abril, bolsistas da Fulbright do Brasil, Índia, Irlanda, Mali, África do Sul e Estados Unidos para uma apresentação de estudantes de música que participaram do programa The Fusion Arts Exchange on Music Composition and Performance, edição 2007. O Brasil foi representado por Shari Shinpson, 21 anos, flautista e aluna de música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Carolina Vianna Silveira, 20 anos, estudante de canto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), e Marcelo Boccato Kuyumjian, 21 anos, estudante de piano da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O encontro teve como objetivo promover a comunicação e colaboração por meio da música. A cerimônia, na sede da Unesco, em Paris, teve a presença do embaixador dos Estados Unidos na França, Craig R. Stapleton, e da representante dos EUA na Unesco, Louise V. Oliver. O programa The Fusion Arts Exchange on Music Composition and Performance é promovido pelo Departamento de Assuntos Educacionais e Culturais dos Estados Unidos, em colaboração com a as universidades Northeastern, Boston e Massachusetts.
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Bolsa para estudantes de áreas tecnológicas 
Récem-formados ou estudantes do último semestre de engenharias e de áreas tecnológicas podem concorrer a uma bolsa de estudo nos Estados Unidos por meio do programa International Fulbright Science and Technology Award for Outstanding Foreign Students. A Comissão Fulbright está com inscrições abertas até 15 de maio. As três melhores candidaturas brasileiras selecionadas irão concorrer a 40 vagas de doutorado pleno oferecidas em instituições de excelência norte-americanas.
Podem concorrer estudantes das áreas de astronomia e ciências planetárias; biologia; ciência e engenharia da informação; ciência e engenharia de materiais; ciências e engenharia ambiental; ciências e engenharia de computação; engenharia astronômica e aeronáutica; engenharia elétrica, química, civil, mecânica, oceânica e de petróleo; física; geologia e ciências da atmosfera; matemática; neurociências e ciências cognitivas e do cérebro; oceanografia e química. As candidaturas serão analisadas nos EUA por um comitê composto por professores, pesquisadores e profissionais.
Os selecionados receberão bolsa no valor entre US$ 1.050 a US$ 1.880, por um período de 36 meses. Além disso, pagamento integral de anuidade e taxas escolares, auxílio para compra de livros, equipamentos, auxílio para viagens, participação em seminários, seguro-saúde e passagem de ida e volta. Confira os requisitos para concorrer, clique aqui.

Programa leva empreendedores sociais aos Estados Unidos 
Profissionais brasileiros do setor público e de organizações não-governamentais têm até o dia 30 de maio para se inscrever no Hubert Humphrey Fellowship Program 2009/2010. O programa oferece bolsas de estudos nos Estados Unidos para profissionais, em especial, empreendedores sociais, que atuam em áreas como desenvolvimento e economia agrícola, direito (com foco em direitos humanos), planejamento urbano e regional (foco em habitação popular), e políticas e administração de saúde pública.
O programa está previsto para iniciar em julho e setembro do próximo ano, com duração de onze meses. Durante esse período, o participante terá a oportunidade de ampliar sua experiência através de atividades acadêmicas e profissionais nos Estados Unidos. Terão prioridade candidatos com dificuldade de acesso ao ensino superior, sem experiência educacional ou profissional no exterior. A análise dos candidatos é feita pelo Comitê de Seleção no Brasil, que indica os brasileiros ao Comitê Internacional.
Estão no foco do programa também áreas como manejo de recursos naturais e meio ambiente, drogas (Educação, Prevenção e Tratamento), política e administração de Tecnologia (com foco em inovação), políticas e planejamento educacional (democratização, acesso e equidade do ensino superior), e tráfico de pessoas (políticas de prevenção).
Os selecionados têm direito a passagem aos Estados (ida e volta), bolsa mensal para manutenção, anuidade e taxas escolares e seguro-saúde.
Os pré-requisitos básicos são: ter nacionalidade brasileira; graduação em curso com duração superior a quatro anos; no mínimo cinco anos de experiência profissional; vinculação profissional com o setor público ou, preferencialmente com o terceiro setor (ONGs); e fluência em inglês, com pontuação mínima de 90 pontos no teste TELP-Test of English Language Proficiency.
As candidaturas devem ser encaminhadas por e-mail para hhh09@fulbright.org.br. Mais informações sobre inscrição, seleção e o programa podem ser obtidas na Comissão Fulbright, pelo telefone (61) 3248-8600 e no site http://www.humphreyfellowship.org.

Prêmio está com inscrições abertas 
Até o dia 31 de julho, estarão abertas as inscrições para o prêmio Franklin Delano Roosevelt de Estudos sobre os Estados Unidos. A iniciativa da Embaixada dos Estados Unidos da América no Brasil tem o objetivo de valorizar os melhores trabalhos de graduação, mestrado e doutorado, na área de Ciências Sociais, com prêmio em dinheiro para cada um dos níveis.
O concurso é voltado para alunos brasileiros regularmente matriculados em universidades no Brasil. As áreas de pesquisa são relações internacionais, sociologia, história, antropologia, ciência política, economia, direito e geografia. Os prêmios para as três categorias serão de US$ 1.500,00 (monografia), US$ 2.000,00 (dissertação) e US$ 4.000,00 (tese). Para cada uma delas, deve ser inscrito o número mínimo de cinco trabalhos.
Apresentados em português ou inglês, os trabalhos podem ser de natureza comparativa ou não. Um requisito importante na avaliação é o caráter interdisciplinar e inovador sobre os Estados Unidos. Para concorrer, os trabalhos devem ser defendidos até 31 de dezembro do ano anterior, com abordagem de aspectos da realidade dos Estados Unidos.
A comissão julgadora é formada por quatro membros: um professor universitário designado pelo Adido Cultural da Embaixada dos Estados Unidos da América, um representante da Comissão Fulbright no Brasil (ou por ela indicado), um ex-bolsista Fulbright designado pela Associação dos Ex-Bolsistas Fulbright no Brasil, e um representante da ANPOCS (ou por ela designado).
A divulgação do resultado será no dia 30 de novembro e a premiação em dezembro. As inscrições dos trabalhos, julgamento e premiação ocorrerão em Brasília.
 Brasileiro desenvolve atividades no Congresso americano 
O jornalista da TV Senado do Congresso brasileiro, José Floriano Pereira Lima Filho, 42 anos, é bolsista da Comissão Fulbright nos Estados Unidos por meio de uma parceria com a American Political Science Association (APSA). Mestre pela Universidade de Columbia (Telejornalismo) e pela Universidade de Westminster (Políticas de Comunicação/Telecomunicações), Floriano está licenciado do seu cargo de jornalista da TV Senado e, atualmente, desenvolve suas atividades no gabinete do deputado norte-americano Brian Baird, do Partido Democrata (D-WA). O objetivo desta bolsa de estudos é permitir que profissionais brasileiros aprofundem os conhecimentos sobre o Congresso Americano. Além das atividades na instituição, que duram seis meses, o bolsista fica afiliado por três meses a uma universidade para participar de seminários, cursos de curta-duração em outras instituições universitárias. Confira abaixo como está sendo a experiência desse bolsista da Fulbright Brasil nos Estados Unidos.
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Como está sendo esta experiência?
É uma oportunidade única de aprendizado. Primeiro, sobre as instituições e processos políticos norte-americanos. Segundo, sobre o funcionamento e procedimentos específicos do Congresso dos Estados Unidos e sobre o enorme poder que esta instituição tem perante o sistema democrático-representativo do país. Terceiro, pela gigantesca rede de relacionamentos que já consegui formar com colegas do meu programa na Associação de Ciência Política dos EUA. São cientistas políticos, médicos, enfermeiros, jornalistas norte-americanos e de outros países, além de contato direto com funcionários do governo dos EUA e de outros países, com funcionários do Congresso e os colegas do gabinete onde trabalho. Além do próprio deputado, com advogados brasileiros e estrangeiros interessados em comércio internacional e outros setores, com funcionários de organismos multilaterais como o Banco Mundial e de organizações não governamentais, com acadêmicos e cientistas de diferentes instituições de ensino superior.
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O que isso significa para a sua carreira?
De forma imediata, agregação um valor enorme ao meu trabalho, uma vez que imagino que são muito poucos os brasileiros que conhecem o dia-a-dia do Congresso dos EUA, além da oportunidade de trabalhar diretamente com um senador ou deputado daqui. No futuro, espero que possa representar um valioso potencial para o planejamento e a execução de novos projetos.
Qual é o seu foco de estudo?
É comércio internacional e seus impactos sobre os setores de energia e de meio-ambiente. Desde que cheguei venho participando de encontros de uma associação de advogados e acadêmicos brasileiros que estudam o tema. Também tenho participado de uma série de eventos e seminários. Aos poucos, vou me inserindo no cotidiano do gabinete do deputado que me acolheu. Por enquanto estou mais ligado ao setor de ciência e tecnologia (oceanos, satélites e previsão climática).
De que forma isso poderia contribuir no trabalho que você desenvolve no Brasil?
Creio que de diversas formas. Exemplos: iniciar um novo programa na TV Senado para discutir e desenvolver os temas aos quais estou ligado, escrever artigos para diferentes publicações, propor cursos na Universidade do Legislativo Brasileiro em cooperação com outras instituições acadêmicas do Brasil, dos EUA, e de outros países; organizar teleconferências entre Brasil, EUA e outros países para discutir tais assuntos.
Como está o trabalho no gabinete do deputado americano?
O deputado democrata Brian Baird, do estado de Washington, é ligado especialmente ao setor de ciência e tecnologia e, entre suas várias prioridades, tem dois assuntos em particular às atividades da Fulbright no Brasil. Um é o que se chama aqui "education diplomacy", ou seja, usar a educação como forma de aproximar países. Outro assunto é "global warming". O deputado e a equipe dele estão trabalhando num projeto de reeducação dos consumidores. Cerca de 130 milhões de contribuintes norte-americanos vão receber em maio um cheque do governo como parte do programa de estímulo econômico (por meio do incentivo ao consumo). O deputado quer convencer os cidadãos, especialmente os de classe mais baixa, a consumir bens ecologicamente corretos que gerem economia de energia. Exemplos disso seriam sistemas de aquecimento solar ou materiais para isolamento térmico das casas (que economizam energia).
Como tem sido a adaptação?
Posso dizer que não tem sido tão difícil, primeiro porque já havia morado e estudado nos EUA, além de outros países. Segundo, porque, depois de anos de trabalho no Congresso brasileiro (embora o dia-a-dia do Congresso norte-americano seja bem diferente), há aspectos em comum que permitem uma adaptação não tão dolorosa.
E sua família?
Minha mulher obteve autorização de trabalho do governo e já está trabalhando como jornalista na Voz da América (entrevistou o Frei Beto sobre a troca de governo em Cuba). As duas meninas já fizeram várias amiguinhas e estão bem adaptadas na escola. Modéstia de pai à parte, a mais velha já recebeu duas cartas de felicitação da escola por só ter tirado "straight As" até agora. |
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