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Informativo Eletrônico Nº 13 - JULHO 2010
 Editorial
Destaques 

Prezado leitor,

Nesta 13ª edição do Informativo Fulbright, você vai ficar informado sobre a primeira reunião da Associação dos Bolsistas e Ex-Bolsistas da Fulbright, bem como a primeira reunião do Conselho Diretor da Comissão após as mudanças que ocorreram com a entrada em vigor do Acordo para Programas Educacionais e de Intercâmbio Cultural.

Aqui você vai ler também sobre as aulas de inglês para universitários indígenas que estão sendo realizadas na Universidade Federal do Amazonas em parceria com a Fulbright; o Students Enhancement Seminar, realizado em Salvador para estudantes norte-americanos, bolsistas da Fulbright; e o Summer Seminar, que possibilitou a permanência no Brasil, durante cerca de um mês, de professores dos EUA interessados em conhecer a realidade do país em relação às políticas públicas para populações indígenas e afro-descendentes.

As experiências de bolsistas e ex-bolsistas também fazem parte desta edição e você vai conhecer Carla Iriane, do programa FLTA; Filipe Domiano, do MFA; e Gabriela Farias de Macena, do programa Tecnólogos - Community Colleges.

Nossa entrevistada desta edição é a professora Margareth Rago, da Unicamp, selecionada para a Cátedra Dra. Ruth Cardoso.

Boa leitura!

Luiz Valcov Loureiro
Diretor Executivo da Comissão Fulbright


Conselho Diretor
Fulbright promove encontro do novo Conselho Diretor

O embaixador dos Estados Unidos, Tom Shannon, participou da cerimônia de boas vindas aos novos integrantes do Conselho Diretor da Comissão Fulbright e da homenagem aos que deixaram os cargos. O evento foi realizado na terça-feira, dia 29 de junho, na sede da Fulbright, em Brasília.

Inglês para Indígenas
Bolsista Fulbright dá aulas de inglês para indígenas do Amazonas

Cerca de 40 universitários indígenas de diferentes instituições universitárias de Manaus, no Amazonas, participam, desde março, de um curso de língua inglesa. A iniciativa, inédita no Brasil, é resultado de uma parceria entre a Comissão Fulbright e a Assessoria de Relações Internacionais e Interinstitucionais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). As aulas são realizadas aos sábados, no Centro de Estudos de Língua (CEL) da Ufam.


Entrevista
Pesquisadora da Unicamp pretende criar pontes entre universos culturais do Brasil e dos EUA

A professora Margareth Rago, do Departamento de História da Unicamp, dará aulas no Instituto de Estudos Latino-Americanos (Isla), da Columbia University, em Nova York, a partir do segundo semestre deste ano. Ela foi selecionada para a Cátedra Dra. Ruth Cardoso, programa desenvolvido em parceria entre a Fulbright, Capes, e Fapesp.

Tecnólogos
Começa o embarque dos novos bolsistas do Community Colleges

“Acredito que este ano nos Estados Unidos será repleto de grandes lições, tanto em sala de aula quanto no convívio entre os colegas. Achoque terei uma visão de mundo mais abrangente, aprenderei sobre diversas culturas e também mais sobre a nossa própria cultura brasileira”, diz Gabriela Farias de Macena, que está entre os 43 estudantes de cursos superiores de tecnologia selecionados para a edição 2010/2011 do programa da Fulbright, Tecnólogos - Community Colleges.


MFA
Estudar em outro país é surpreendente e desafiador

“Por mais preparado que você esteja, estudar em outro país e conhecer pessoas do mundo inteiro, de diferentes culturas, é sempre surpreendente e desafiador. Superar esses desafios é uma ótima maneira de ampliar os horizontes”, diz o paulistano Filipe Domiano, que está cursando Master of Fine Arts (MFA) em Produção Cinematográfica – Formação de Roteiristas, no American Film Institute (AFI), em Los Angeles, com bolsa Capes-Fulbright.


FLTA
Bolsa Capes-Fulbright possibilita aperfeiçoamento de professores

Por mais que um sonho seja distante, ele nunca será impossível. A afirmação é da professora de inglês, Carla Iriane, de Natal, no Rio Grande do Norte, que conseguiu concretizar seu sonho de morar no exterior. Ela retornou dos Estados Unidos no final de maio, após permanecer nove meses na Universidade do Novo México, em Albuquerque, com bolsa Capes-Fulbright para o programa de Professor Assistente de Língua Portuguesa nos EUA (Foreign Language Teaching Assistant – FLTA).


Summer Seminar
Norte-americanos conhecem experiências educacionais brasileiras

Professora em Springfield, no Estado da Virgínia, Michelle Campiglia dá aulas de inglês para estudantes de ensino médio da Lee Hight School. Em sua primeira visita ao Brasil, ela aproveita para buscar semelhanças entre o nosso sistema educacional e os dos países de seus alunos, que são, em sua maioria, imigrantes latino-americanos.

US Students
Seminário em Salvador reuniu estudantes norte-americanos

Cerca de 30 estudantes norte-americanos, bolsistas do programa U. S. Student no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai participaram, em Salvador, na Bahia, do Seminário para Aprimoramento de Estudantes (Students Enhancement Seminar). O evento, promovido pela Comissão Fulbright, foi realizado no período de 9 a 14 de maio.

Fulbright promove encontro do novo Conselho Diretor

O embaixador dos Estados Unidos, Tom Shannon, participou da cerimônia de boas vindas aos novos integrantes do Conselho Diretor da Comissão Fulbright e da homenagem aos que deixaram os cargos. O evento foi realizado na terça-feira, dia 29 de junho, na sede da Fulbright, em Brasília.

No mesmo dia, foi realizada a primeira reunião do novo Conselho Diretor. O encontro contou com a participação da diretora-geral da Seção de Diplomacia Pública da Embaixada dos EUA, Adele Ruppe, que exerce a co-presidência do Conselho juntamente com a ministra Eliana Zugaib, diretora do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, representada na ocasião pela conselheira Almerinda Carvalho, chefe da Divisão de Assuntos Educacionais do MRE, suplente no cargo.

Os novos conselheiros são: Roger Volkema, professor da Escola de Negócios da PUC do Rio de Janeiro (RJ), e Willian Penney, diretor da empresa Boyden Global, de São Paulo (SP). Permanecem nos cargos o norte-americano Eric Street, advogado, e os brasileiros Carlos Aragão, presidente do CNPq; Emídio Cantídio de Oliveira Filho, diretor de Programas da Capes; e Ronaldo Camargo Veirano, advogado. As mudanças no Conselho Diretor da Fulbright ocorreram após a assinatura do Acordo para Programas Educacionais e de Intercâmbio Cultural, que entrou em vigor em maio deste ano.

Bolsistas e Ex-Bolsistas – Na oportunidade, a Associação dos Bolsistas e Ex-Bolsistas da Fulbright também realizou uma reunião de integrantes dos Conselhos Diretor e Fiscal. Foi o primeiro encontro dos novos membros da Associação, que tem como presidente, Carlos Portugal Gouvêa, e como vice, Fernando Félix.

“O mais importante agora é fazer com que a Associação se torne uma instituição com capacidade de captar recursos e possa começar a prestar serviços aos associados”, destaca o presidente. Segundo Carlos Portugal Gouvêa, os antigos bolsistas podem ajudar os mais novos a aproveitarem melhor a experiência de intercâmbio além de darem orientações a respeito da recolocação no mercado por ocasião do retorno ao Brasil.


Integrantes do novo Conselho Diretor participaram de reunião na Fulbright.


O embaixador dos EUA, Tom Shannon, ladeado pelos
novos membros do Conselho: Willian Penney e Roger Volkema.



Fernando Félix e Carlos Portugal Gouvêa, da
Associação de Bolsistas e ex-Bolsistas da Fulbright.


Bolsista Fulbright dá aulas de inglês para indígenas
do Amazonas

Cerca de 40 universitários indígenas de diferentes instituições universitárias de Manaus, no Amazonas, participam, desde março, de um curso de língua inglesa. A iniciativa, inédita no Brasil, é resultado de uma parceria entre a Comissão Fulbright e a Assessoria de Relações Internacionais e Interinstitucionais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). As aulas são realizadas aos sábados, no Centro de Estudos de Língua (CEL) da Ufam.

Segundo a professora Elisabeth Costa, coordenadora do projeto, 44 alunos das etnias Tucano, Baré, Marubo, Dessana, Tikuna, Piratapuia, Miranha, Munduruku, Sateré, Tariano, e Baniwa, estão matriculados nas duas turmas do curso. Ccom duração de três anos (360 horas/aula), ele foi criado com o objetivo de capacitar universitários indígenas, linguisticamente, para que possam pleitear bolsas de pós-graduação nos EUA. O material didático foi doado pela Fullbright.

 “Estou gostando muito da aula e dos estudantes. Eles são engraçados, divertidos, inteligentes, e mais que isso, boa gente. É um privilégio ter um grupo de estudantes assim”, diz a professora do curso, Jasmine McBeath, que é formada em espanhol e em ecologia pela Universidade de Arizona. Ela é bolsista do programa Assistente de Ensino de Inglês, da Fulbright, que possibilita que norte-americanos permaneçam em outro país, durante nove meses, trabalhando como assistentes de professores de inglês.

Embora esteja com bastante trabalho, Jasmine está entusiasmada com o fato de estar lecionando em uma universidade. De acordo com ela, está apreciando bastante o fato de ter que planejar atividades e ensinar inglês. Também está aprendendo muito sobre como dar aulas.

Apesar do período de sua bolsa terminar em dezembro, ela pretende ficar no Brasil pelo menos até janeiro de 2011. “Estou gostando muito de minha vida aqui,” diz a bolsista, que já morou no Brasil, em 2008, quando ficou seis semanas em Fortaleza, no Ceará, em casa de uma família brasileira.




Durante as aulas de inglês, os alunos da professora Jasmine aprendem sobre as partes do corpo dançando o Hokey Pokey.

Pesquisadora da Unicamp pretende criar pontes entre universos culturais do Brasil e dos EUA

A professora Margareth Rago, do Departamento de História da Unicamp, dará aulas no Instituto de Estudos Latino-Americanos (Isla), da Columbia University, em Nova York, a partir do segundo semestre deste ano. Ela foi selecionada para a Cátedra Dra. Ruth Cardoso, programa desenvolvido em parceria entre a Fulbright, Capes, e Fapesp.
 
INSCRIÇÕES ABERTAS
Cátedra em Meio Ambiente na Universidade do Texas, em Austin

A Comissão Fulbright recebe inscrições, até 31 de agosto de 2010, para a Cátedra em Ciências e Políticas Ambientais na Universidade do Texas (UT-Austin). Podem concorrer doutores brasileiros com pelo menos dez anos de experiência profissional acadêmica ou de pesquisa, na área de ciências ou políticas ambientais. Será dada preferência a candidatos com pouca ou nenhuma experiência acadêmica prévia nos EUA. 
A Cátedra Fulbright será realizada por até quatro meses, de janeiro a maio de 2011. Durante esse período, o professor ou pesquisador selecionado deverá ministrar um curso de três horas semanais, em uma das seguintes áreas: sustentabilidade ambiental, relacionada aos direitos territoriais, mapeamento participativo, tecnologias GIS (Geographic Information System), uso da terra e dos recursos naturais, e mudança climática.
O selecionado receberá US$ 26.000; auxílio moradia de US$8.000; passagem aérea; seguro saúde; além de acesso às instalações e serviços da universidade, tais como: escritório, internet, laboratórios, e bibliotecas. Saiba mais...

Cátedra em Direitos Humanos na Universidade de Notre Dame

Doutores brasileiros com pelo menos dez anos de experiência profissional acadêmica e de pesquisa na área de direitos humanos podem concorrer à Cátedra Fulbright em Direitos Humanos na Universidade de Notre Dame, Indiana, nos EUA. As inscrições devem ser feitas até 31 de julho de 2010.
Será dada preferência a candidatos com pouca ou nenhuma experiência acadêmica prévia nos Estados Unidos. As atividades da Cátedra serão realizadas por até três meses, no período de janeiro a maio de 2011.
O selecionado receberá US$ 15.500; moradia, sem custos, na cidade de Notre Dame; passagem aérea; seguro saúde; além de acesso às instalações e serviços da universidade, tais como: escritório, internet, laboratórios e bibliotecas. Saiba mais...

Cátedra em Ciências Agrícolas na Universidade do Nebraska
Professores e pesquisadores interessados em concorrer à Cátedra Fulbright em Ciências Agrícolas na Universidade do Nebraska em Lincoln (UNL), nos Estados Unidos, podem se inscrever até 31 de julho próximo.
As atividades da Cátedra serão realizadas por até quatro meses, no período de janeiro a maio de 2011. O selecionado deverá desenvolver pesquisa e, eventualmente, participar de atividades de ensino na área de ciências agrícolas.
Terão preferência, candidatos com atuação nas áreas de bioenergia com ênfase em biodiesel, gaseificação, matéria primas de biomassa e áreas afins, com pouca ou nenhuma experiência acadêmica prévia nos EUA.  O selecionado para a Cátedra Fulbright receberá US$ 20.000; moradia, sem custos; passagem aérea; seguro saúde; além de acesso às instalações e serviços da UNL, tais como escritório, internet, laboratórios, e bibliotecas. Saiba mais...


Bolsa de Doutorado Sanduíche Capes Fulbright

A Fulbright e a Capes oferecem bolsas para estágio de doutorando nos EUA, referente ao ano acadêmico 2011/2012. Os candidatos, de comprovado desempenho acadêmico, deverão apresentar projetos de pesquisa de excelência a serem conduzidos em uma instituição norte-americana. O programa prevê a concessão de até 50 bolsas, com duração de nove meses, entre setembro de 2011 e maio de 2012.
A Comissão Fulbright, a seu critério, poderá oferecer treinamento em inglês nos EUA, com até quatro meses de duração, aos bolsistas com nível insuficiente de proficiência na língua.
Os selecionados receberão bolsa mensal de US$ 1.300; auxílio pesquisa variável de US$ 2.000 a US$ 7.000, de acordo com a instituição nos EUA; auxílio instalação de US$ 990; passagem aérea de ida e volta; e seguro saúde. Saiba mais...

Inscrições abertas para Jovens Embaixadores 2011

A Embaixada dos Estados Unidos está aceitando inscrições para o Programa Jovens Embaixadores 2011. O programa é aberto à participação de alunos do ensino médio da rede pública, com idades entre 15 e 18 anos, originários de camadas sócio-econômicas menos favorecidas. Os candidatos devem ter boa fluência oral e escrita em inglês e excelente desempenho escolar, entre outros requisitos.
Os selecionados participarão de uma viagem de três semanas aos EUA, no mês de janeiro de 2011. Na primeira semana, eles permanecerão em Washington, capital norte-americana. Depois, separados em grupos, viajarão para estados diferentes, a fim de participar de atividades culturais, interagir com outros jovens e fazer apresentações sobre o Brasil.
O principal objetivo do programa, criado em 2002, é valorizar e promover o fortalecimento da educação pública por meio desses jovens, transformando-os em modelos para seus colegas e a comunidade.  As inscrições ficam abertas até 5 de agosto de 2010, no site da Embaixada dos EUA.
Saiba mais...




 
Graduada em história pela USP, com mestrado e doutorado em história pela Unicamp, ela já foi professora visitante do Connecticut College (EUA), entre 1995 e 1996, e realizou seminários na Universidade de Paris 7, em 2003. Pesquisadora de questões voltadas à sexualidade feminina e ao anarquismo, entre outros temas, diz que pretende criar pontes entre os universos culturais do Brasil e dos Estados Unidos. Ela pretende apresentar um Brasil além dos estereótipos e acredita que os estudantes estarão interessados em conhecer outras dimensões de nosso país, além das imagens tradicionalmente veiculadas.
Assessora científica da Fapesp, Capes e CNPq, entre outras agências, Margareth Rago tem diversos livros publicados: Do Cabaré ao Lar; Os Prazeres da Noite; Entre a História e a Liberdade: Lucce Fabbri e o anarquismo contemporâneo, são alguns deles.

1. O que representa para a senhora ter sido selecionada para participar da Cátedra Dra. Ruth Cardoso?
Primeiramente, representa uma enorme oportunidade de conhecer mais de perto a produção intelectual dos/das acadêmicos/as norte-americanos e latino-americanos. Estando vinculada ao ILAS - Institute of Latin-American Studies e ao Centro de Estudos Brasileiros da Columbia University, pretendo apresentar e discutir as pesquisas históricas que tenho desenvolvido, referentes ao feminismo, às questões da sexualidade feminina, ou ainda à história do anarquismo, destacando as práticas construídas no contexto político e cultural brasileiro. Também espero discutir os usos e apropriações que temos feito dos conceitos de Michel Foucault, em meu grupo de pesquisa na Unicamp, para abrir e pensar novas temáticas. Em relação a este filósofo, lembro que foi no contato com os intelectuais norte-americanos e com as comunidades feministas e gays, no início dos anos oitenta, que ele deslocou sua problemática da questão do poder para a dimensão da ética, da construção da subjetividade e das artes da existência. Esse contato foi importantíssimo na produção de Foucault e gostaria de mapear essa experiência. Na Colúmbia, assim como em outros centros norte-americanos que pretendo visitar, desenvolvem-se pesquisas de ponta sobre todas essas temáticas.

2. Quais as atividades que a senhora vai desenvolver na University Columbia? Quais os cursos previstos?

Trabalharei num projeto de pesquisa individual sobre feminismo, subjetividade e ética, ao qual me refiro mais abaixo, e pretendo oferecer três cursos: o primeiro focaliza a história do anarquismo no Brasil, ao longo do século XX, destacando o momento da formação do proletariado, na virada do século XIX para o XX e a atualidade, dos anos setenta para cá, em que emerge uma nova onda do movimento libertário, com outras características. O segundo curso visa trabalhar com a historiografia brasileira, mostrando como se constituem historicamente narrativas e imagens que racializam e sexualizam o povo brasileiro, produzindo efeitos bastante negativos. Sermos vistos como um povo muito sexualizado e erotizado também significa sermos identificados como irracionais, pouco sérios, permissivos. Essas narrativas criam e reforçam preconceitos que ainda pairam fortemente sobre nós, e que evidentemente são muito mais pesados para os pobres, negros, índios, mulheres, enfim, para os grupos excluídos que já sofrem uma carga enorme de violência física e psíquica. Legitimam, além do mais, práticas nocivas como o turismo sexual, o tráfico de menores e por aí afora. Finalmente, o terceiro curso discute as transformações que o movimento feminista tem produzido na cultura brasileira, nas últimas décadas, considerando diferentes dimensões do feminismo no Brasil, como as lutas travadas pelas mulheres negras, pelas teólogas feministas, pelo movimento das prostitutas, as lutas pelos direitos civis e políticos, contra a violência doméstica, pela descriminalização do aborto, entre outros pontos. Considerando que o feminismo no Brasil re-emerge no contexto da intensa resistência à ditadura militar, na década de setenta, falar desse movimento, constituído por muitas ex-presas e exiladas políticas, é também falar desse momento histórico tão difícil no país, assim como do período subseqüente da redemocratização.

3. Como uma representante acadêmica do Brasil, qual a receptividade que a senhora espera encontrar por parte dos alunos da Columbia University?
Imagino que os alunos e as alunas que se matriculam num curso sobre a história do Brasil estejam interessados em conhecer outras dimensões de nosso país, para além das imagens tradicionalmente veiculadas. Partindo desse pressuposto, e pautando-me pela excelente experiência que tive com estudantes norte-americanos no Connecticut College, anos atrás, creio que haverá uma certa abertura para conhecer outra cultura e outra sociedade, a partir da produção intelectual dos acadêmicos brasileiros, tanto quanto dos chamados Brazilianistas. Em geral, os estudantes norte-americanos e de outras nacionalidades que se encontram nas universidades americanas são muitos dedicados aos seus trabalhos e abertos para conhecer outros modos de vida e pensamento, já que a própria diversidade cultural em que são formados é enorme. Ao mesmo tempo, é muito interessante notar como as questões que nos colocam são muito diferentes daquelas que trazem os estudantes brasileiros. Rica experiência!

4.Que contribuição a senhora poderá dar aos estudantes norte-americanos, a partir de sua experiência na Universidade de Campinas?
Pela experiência que tive anteriormente, concluo que os jovens se interessam muito pelos jovens de outros países, pela maneira como pensam e como se relacionam com seus estudos, pelos temas que pesquisam, enfim, pelas diferenças entre suas experiências universitárias e intelectuais. Vinda de uma universidade tão produtiva e aberta como a Unicamp, onde atuo há muito tempo, tenho a intenção de criar pontes entre esses universos culturais, ao mesmo tempo próximos e distantes. Além do mais, enquanto historiadora brasileira, vou falar a partir de uma perspectiva de dentro da nossa cultura, isto é, trazendo olhares que nos são comuns, a nós brasileiros, mas que são muito diferentes dos olhares estrangeiros, que se pautam por experiências muito diferenciadas.

5. A senhora é estudiosa de temas como feminismo, sexualidade, e prostituição. É possível encontrar similaridade entre esses temas nos dois países ou não? Quais?
Sim, há muitas semelhanças e grandes diferenças também. Certamente nos aproximamos muito dos norte-americanos, já que o Brasil é o país mais americanizado da América Latina. Vemos os filmes americanos, ouvimos a música americana, usamos roupas americanas, somos muito marcados por essa cultura, o que se vê até mesmo no vocabulário recente que, cada vez mais, incorpora termos americanos, como “empoderamento”, “agência”, entre outros. Contudo, as diferenças também são muito grandes, por nossa formação histórica e também pelas condições econômicas. Por exemplo, em relação às questões da moral sexual, do corpo, da beleza, temos interpretações muito diversas. Nem sempre nos entendemos como sendo tão liberados e permissivos como somos vistos, embora sejamos visivelmente um povo bem alegre; ao mesmo tempo, damos muita importância às questões estéticas, especialmente as corporais, a aparência física para nós tem muita importância, não se pode negar. Diria que temos outra experiência da sexualidade e da relação com o corpo e com as emoções que os norte-americanos.
Outro aspecto que nos diferencia fortemente, a meu ver, pelo menos até o momento, é vivermos em uma sociedade menos marcada por processos de individualização, o que se explica inclusive pela questão econômica e pelo tipo de modernização. Portanto, a questão dos direitos individuais e sociais é muito mais forte lá do que aqui, estamos engatinhando nessas conquistas. Ao mesmo tempo, somos de certo modo mais “novos”, já que estamos vivendo processos que os americanos conhecem há muito mais tempo, a exemplo da construção democrática do país. Embora seja difícil generalizar, é possível dizer que os/as brasileiros/as vivem um momento de forte sentimento de esperança.
Em relação ao movimento feminista, diria que nossa experiência é estreitamente ligada às lutas sociais e políticas, já que a segunda onda do feminismo no Brasil eclode no contexto da ampla resistência social contra a ditadura militar. Assim, a meu ver, a questão social e política para nós tem sido muito mais premente do que para os americanos, mesmo porque a miséria aqui é bem maior, assim como os problemas que daí derivam. No entanto, apesar das grandes diferenças econômicas, culturais e sociais, nós nos inspiramos muito nas criações culturais e sociais daquele país, e isso já têm muitas décadas, de modo que ousaria falar de uma “americanização à direita”, mas também “à esquerda” no Brasil, que foi fortemente marcado, por exemplo, pelo Civil Rights movement, dentre outros movimentos de luta pelos direitos civis, para não falar dos impactos da música e do cinema.

6. A história do anarquismo no Brasil será tema de uma de suas atividades nos EUA. O que pretende enfocar desse período? A senhora acredita que o assunto vai atrair o interesse dos estudantes?
Em relação à história do anarquismo no Brasil, há dois momentos privilegiados que gostaria de focalizar. O primeiro, situado no final do século XIX, no contexto da industrialização e urbanização vividas no país, quando se dá a imigração européia e chegam as idéias anarquistas, até o final dos anos de 1920, quando os anarquistas sofrem uma grande derrota pelo fortalecimento do comunismo e da direita. É um momento de grande riqueza política, social e cultural com a formação de uma cultura operária marcada pelas idéias da liberdade, igualdade e justiça social. Criticando as formas disciplinarizantes modernas que se instituem nesse momento, da família à moral sexual, do trabalho à educação e às artes, os anarquistas propõem modos de existência não hierárquicos, solidários, questionam as relações de poder no cotidiano da vida social, fundam “escolas modernas”, defendem o amor livre e o divórcio, enfim, apostam na construção de uma sociedade mais livre e mais humanizada. Se essa experiência é derrotada, não se pode negar que muitas das lutas contemporâneas respondem aos ecos dessas propostas e críticas. Assim, gostaria de examinar, num segundo momento, como essas idéias libertárias renascem a partir da década de 1970, e como são reatualizadas em novas práticas, atingindo outros setores sociais e, especialmente, a juventude.
Acredito que o tema tenha um grande interesse para os estudantes americanos, não só no sentido de conhecerem outras histórias do Brasil, histórias menos divulgadas, mas também pelos termos comparativos que proporciona em relação aos Estados Unidos, onde se destacam importantes figuras do anarquismo, como a anarcofeminista Emma Goldman, entre outras. Além disso, mais recentemente, explodem os movimentos anti-globalização, desde as mobilizações de Seattle, acentuadamente marcados pelas estratégias da “ação direta”, tão importantes para os anarquistas.

7. A senhora tem diversos livros publicados. Há algum novo sendo preparado agora? É possível que sua experiência nos EUA dê origem a uma nova obra?
Tenho livros publicados em história da prostituição na São Paulo antiga, sobre a cultura operária do anarquismo no Brasil e escrevi uma biografia de uma anarquista ítalo-uruguaia, Luce Fabbri, entre outros trabalhos. No presente momento, realizo um estudo sobre os efeitos do feminismo na transformação da cultura e da sociedade brasileiras, muito embora entenda que se trata de um movimento transnacional. Desde os anos setenta, no Brasil, as mulheres ingressaram massivamente na esfera pública e no mercado de trabalho e trouxeram seus modos específicos de pensar, interpretar e fazer, inclusive para dentro das universidades, afetando a própria produção do conhecimento. Assim, produziram novos acontecimentos e abriram espaço para a constituição de novas subjetividades; desestabilizaram verdades instituídas; mostraram que outras formas de sociabilidade são possíveis; denunciaram as inúmeras formas da violência antes silenciadas e, sobretudo, ampliaram sensivelmente a noção de política. Enfim, se houve aquelas que copiaram o mundo masculino e adequaram-se a ele sem questionamentos, reproduzindo modelos de conduta envelhecidos, a grande maioria transformou os antigos hábitos e concepções. Entendo, portanto, que as mulheres e, em especial, as feministas têm contribuído para renovar o imaginário social e para criar modos de existência mais libertários e filóginos. É isso que pretendo mostrar nesse novo livro e, sem dúvida, o contato com a cultura americana, que tem uma ampla e multifacetada experiência de feminismos, muito mais impactantes do que o nosso, será extremamente enriquecedora ao fornecer uma perspectiva de comparação e possibilitar um amadurecimento dessas reflexões.


A professora Margareth Rago, da Unicamp, dará aulas na Columbia University, em Nova York.

Começa o embarque dos novos bolsistas do Community Colleges

“Acredito que este ano nos Estados Unidos será repleto de grandes lições, tanto em sala de aula quanto no convívio entre os colegas. Acho que terei uma visão de mundo mais abrangente, aprenderei sobre diversas culturas e também mais sobre a nossa própria cultura brasileira”, diz Gabriela Farias de Macena, que está entre os 43 estudantes de cursos superiores de tecnologia selecionados para a edição 2010/2011 do programa da Fulbright, Tecnólogos - Community Colleges.

Aluna do curso de Automação de Escritórios e Secretariado, da Faculdade de Tecnologia do Centro Paula Souza, em São Paulo (SP), Gabriela Macena, 19 anos, irá permanecer durante 12 meses no Kirkwood Community College, em Cedar Rapids, no Estado de Iowa. “Pretendo aproveitar cada aula, cada momento de diversão com as pessoas que eu conhecer... Quero fazer esse ano realmente valer a pena”, destaca a jovem.

Em sua opinião, com a bagagem de conhecimento e maturidade que poderá obter durante a permanência nos EUA, terá melhores condições de se tornar uma verdadeira líder em sua carreira. “Sonho em gerir grandes pessoas e talentos, mas para isso eu sei que tenho que me tornar uma grande pessoa também. Este será meu foco durante todo este ano”, ressalta. Para ela, a conquista da bolsa é o começo de realizações notáveis em sua vida. “É também a prova de que pessoas simples como eu podem obter grandes conquistas se tiverem as oportunidades certas e se dedicarem com afinco,” salienta.
O embarque dos novos bolsistas do programa Tecnólogos - Community Colleges teve início em junho. Dos 43 selecionados, 17 já viajaram, a fim de participar de estudos complementares para aprimoramento da língua inglesa. Todos deverão estar nos EUA até agosto, quando se inicia mais um ano letivo norte-americano.

Encontro – No primeiro semestre deste ano, a Fulbright promoveu dois encontros com os selecionados para o programa. Nos dias 14 e 15 de maio, os tecnólogos da Região Nordeste participaram de reunião em Natal (RN); nos dias 29 e 30 de maio, o encontro foi em São Paulo (SP) com os selecionados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
Nas duas ocasiões, o diretor executivo da Comissão Fulbright, Luiz Valcov Loureiro e a responsável pelo programa, Glayna Braga, prestaram esclarecimentos e deram orientações sobre assuntos práticos referentes à bolsa, ao período de intercâmbio, aos procedimentos de viagem, e às diferenças culturais entre os dois países.

De acordo com Loureiro, essas bolsas representam uma grande oportunidade não só para os estudantes como também para as instituições da qual fazem parte. “O Community Colleges é um programa que não tem similar no mundo e oferece uma oportunidade única aos jovens estudantes dos cursos superiores de tecnologia presenciais”, destaca.

Criado há quatro anos para fortalecer a formação de tecnólogos em instituições norte-americanas de ensino superior focadas na prática profissional – os Community Colleges, o programa seleciona a cada edição, até 50 estudantes brasileiros matriculados em cursos superiores de tecnologia presenciais, nas áreas de administração e gerenciamento de negócios; comunicação; tecnologia da informação; turismo e hotelaria; e tecnologias de engenharia. Saiba mais...


Estudar em outro país é surpreendente e desafiador

“Por mais preparado que você esteja, estudar em outro país e conhecer pessoas do mundo inteiro, de diferentes culturas, é sempre surpreendente e desafiador. Superar esses desafios é uma ótima maneira de ampliar os horizontes”, diz o paulistano Filipe Domiano, que está cursando Master of Fine Arts (MFA) em Produção Cinematográfica – Formação de Roteiristas, no American Film Institute (AFI), em Los Angeles, com bolsa Capes-Fulbright.

Para ele, que é formado em Audiovisual pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), poder fazer esse curso é uma oportunidade única. “Estar em Hollyood, aprendendo com profissionais gabaritados, em contato com colegas que, sem dúvida, em breve também serão grandes profissionais na indústria é, sem dúvida, uma experiência incomparável”, acredita.

Segundo Filipe, a convivência diária e por um longo período com pessoas de culturas diferentes é sempre difícil e acaba sendo um enorme aprendizado. “Ter de trabalhar criativamente com tais pessoas torna a experiência ainda mais desafiadora”, destaca o bolsista, que permanecerá nos Estados Unidos até outubro de 2011.

De acordo com ele, o curso envolve a produção de três roteiros de curtas, produzidos pelos alunos do AFI, e de um longa metragem – no primeiro ano. No segundo ano, ele deverá escrever mais dois longas, além de duas séries de TV. “Acabo de concluir o primeiro roteiro. Chama-se 15 Questions”. Ele explica que é um romance sobre uma brasileira e um americano que descobrem que suas malas foram trocadas durante um cruzeiro pelo Caribe e acabam se apaixonando, mesmo sem nunca terem se encontrado.
O MFA é uma modalidade de pós-graduação específica da área de cinema e audiovisual, sem similar no Brasil.
Saiba mais...


Filipe Domiano cursa Master of Fine Arts em Produção Cinematográfica, em Los Angeles.

Bolsa Capes-Fulbright possibilita aperfeiçoamento de professores

Por mais que um sonho seja distante, ele nunca será impossível. A afirmação é da professora de inglês, Carla Iriane, de Natal, no Rio Grande do Norte, que conseguiu concretizar seu sonho de morar no exterior. Ela retornou dos Estados Unidos no final de maio, após permanecer nove meses na Universidade do Novo México, em Albuquerque, com bolsa Capes-Fulbright para o programa de Professor Assistente de Língua Portuguesa nos EUA (Foreign Language Teaching Assistant – FLTA).

“Ter sido selecionada para participar do programa FLTA foi a realização do meu sonho e a oportunidade de aperfeiçoamento para galgar novos degraus no mercado de trabalho. Foi a oportunidade pela qual sempre esperei”, salienta a professora, que acredita que esse é o tipo de experiência que toda pessoa deveria ter na vida. “É uma experiência que lhe obriga a se reinventar, a começar de novo, a aprender.” Em sua opinião, são testados não apenas a capacidade do professor ensinar a língua e a cultura de seu próprio país, mas também sua capacidade de começar outra vez do zero e aprender novas regras e costumes.
De acordo com Carla Iriane, a experiência de viver no exterior faz com que a pessoa acabe criando uma maior consciência de seu próprio país e de sua própria cultura. “São apenas nove meses, mas a gente cresce e amadurece por anos”, destaca.

Inscrições – O Programa de Professor Assistente de Língua Portuguesa nos EUA está com inscrições abertas, até o próximo dia 15 de julho. Os candidatos devem ter bacharelado ou licenciatura em língua portuguesa e/ou língua inglesa. Terão prioridade candidaturas de professores da rede pública de ensino ou ex-bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni/MEC). As atividades acadêmicas serão realizadas no período entre julho e setembro de 2011 até maio/junho de 2012. Saiba mais...


Carla Iriane ficou nove meses na Universidade do Novo México, em Albuquerque.

Norte-americanos conhecem experiências educacionais brasileiras

Professora em Springfield, no Estado da Virgínia, Michelle Campiglia dá aulas de inglês para estudantes de ensino médio da Lee Hight School. Em sua primeira visita ao Brasil, ela aproveita para buscar semelhanças entre o nosso sistema educacional e os dos países de seus alunos, que são, em sua maioria, imigrantes latino-americanos.
Ela quer, também, comparar as experiências de evasão da escola vivenciadas por seus alunos em relação ao que ocorre no Brasil, além de conhecer as soluções que temos para este problema. Segundo Michelle, muitos estudantes tiveram que parar de estudar, por algum tempo, devido a motivos diversos, tais como falta de dinheiro para pagar os estudos, necessidade de trabalhar, ou até mesmo para cuidar de irmãos menores. Nesse sentido, um de seus maiores focos de interesse é a área de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Michelle quer, ainda, obter informações a respeito do relacionamento mantido, em nosso país, entre a escola e a família, pois de acordo com ela, os pais de seus alunos não gostam de comparecer às reuniões escolares.
Para Lauren Vorisek, professora de história em uma escola de ensino médio de Wheaton, em Maryland, o maior interesse é saber a respeito das oportunidades educativas oferecidas aos brasileiros. Sua curiosidade se deve ao fato de ter, entre seus alunos, uma estudante nascida no Rio de Janeiro, que é considerada a melhor da turma.

Na visão de Lauren, os problemas do Brasil na área da educação são similares aos dos EUA e ela está achando interessante a maneira como procuramos resolvê-los. Durante visita realizada ao Centro de Ensino Médio Setor Leste, escola pública de Brasília, Lauren ficou surpresa pelo que viu: “é uma instituição bonita, limpa, que possui muitos materiais educacionais à disposição dos estudantes, inclusive para deficientes visuais. Foi além de minhas expectativas”.

Diferentes realidades
– As duas professoras fazem parte do grupo de participantes do Summer Seminar 2010 – Diversity in Education: Attempts at bridging a historical gap. Promovido pela Fulbright, o evento permitiu que 14 professores norte-americanos conhecessem diferentes realidades de seis estados brasileiros, além do Distrito Federal, a fim de verem de perto o trabalho realizado no Brasil em termos de políticas públicas para populações indígenas e afro-descendentes.

No Brasil desde 20 de junho, os visitantes participaram de palestras e conferências, visitaram áreas rurais e indígenas, e mantiveram contatos com professores, pesquisadores, e representantes governamentais, além da população em geral. Nesse período, não apenas estiveram com descendentes de antigos quilombolas que vivem na localidade de Vão de Almas, no município goiano de Cavalcante, como também puderam ver como vivem os indígenas que moram em São Gabriel da Cachoeira e em Manaus, no Amazonas. Em São Paulo, os professores visitaram o Museu Afrobrasileiro e a Organização Não-Governamental Geledés, voltada a mulheres afrobrasileiras; no Pará, conheceram as comunidades quilombolas de Bacabal e Mangueira, na ilha de Marajó; na Bahia, estiveram na Fundação Palmares e no Instituto Cultural Steve Biko, entre outros locais. A visita foi encerrada no Rio de Janeiro, onde tiveram oportunidade de visitar uma escola pública, uma escola de samba e ainda participar de encontro com participantes do AfroReggae.


Professores dos EUA durante reunião na Secretaria de Educação do Amazonas, em Manaus.


Lauren Vorisek


Michelle Campiglia

Seminário em Salvador reuniu estudantes norte-americanos

Cerca de 30 estudantes norte-americanos, bolsistas do programa U. S. Student no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai participaram, em Salvador, na Bahia, do Seminário para Aprimoramento de Estudantes (Students Enhancement Seminar). O evento, promovido pela Comissão Fulbright, foi realizado no período de 9 a 14 de maio.

Além da agenda de trabalho desenvolvida pelos participantes, onde foram apresentados painéis sobre diferentes temas, tais como história, literatura, música, e educação, os estudantes também tiveram tempo livre para conhecer os principais pontos turísticos e culturais da região e entrar em contato com a comunidade local.

De acordo com a coordenadora de Programas da Fulbright, Patricia Grijó, os estudantes tiveram a oportunidade de apresentar suas pesquisas e interagir, conhecendo os demais bolsistas. “Dessa forma, percebem-se parte de uma rede Fulbright”, destaca.


Norte-americanos participaram do Students Enhancement Seminar, em Salvador.
 

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