Daniela vai à Universidade de Miami todos os dias e revela que há muito trabalho e estudo. “Tenho um horário semanal de tutoria de língua portuguesa e participo dos encontros semanais, chamado bate-papo, nos quais os alunos têm a oportunidade de desenvolverem a habilidade oral”. Cursa duas disciplinas de antropologia lingüística e outra sobre língua e avaliação, também estuda espanhol, porque o idioma em Miami é bastante falado por causa da imigração latina.
A professora brasileira pretende aperfeiçoar as habilidades de inglês. Além disso, quer aproveitar a estada nos EUA para ganhar mais experiência no ensino de língua, principalmente no ensino de português como língua estrangeira. “Por fim, quero continuar na área acadêmica, fazendo mestrado e doutorado, posteriormente”, planeja.
A experiência também tem sido excelente para o também carioca Carlos Alberto Soares Alves, 26, formado pela PUCRJ, no curso de licenciatura português e inglês. Carlos Alberto atua na área de ensino de idiomas e sociolingüística. “Sem dúvida esta é a melhor experiência da minha vida. Eu nunca havia entrado em contato com tantas culturas de uma só vez”, vibra. Antes de começar efetivamente o curso, o estudante participou de um workshop oferecido pelo programa, onde fez contato com pessoas de mais de 20 países. “É incrível. Ainda falo com elas”.
Carlos Alberto também freqüenta a Universidade de Miami. Ele conta que decidiu se candidatar porque era uma oportunidade muito grande para a carreira dele, principalmente pelo peso que a Fulbright tem como organização. “Ser um Fulbrighter é uma honra e um prazer”, afirma.
O bolsista diz que está gostando de aprender como o português é ensinado aos estrangeiros. Neste semestre ele auxilia a professora titular em duas aulas nas segundas, quartas e sextas; faz monitoria duas horas por semana nas quintas-feiras; e ainda participa dos eventos da BRASA, que é uma organização de estudos brasileiros, uma vez por semana. “Já dei minha primeira aula para essas turmas que eu venho acompanhando. Mas no próximo ano, meu supervisor esta planejando ou me dar uma turma, ou intercalar aulas entre mim e outra professora. Tudo dependerá da demanda”. Como complementação ele assiste como ouvinte de aulas de espanhol e alemão. Na volta ao Brasil ele pretende continuar os estudos na área acadêmica.
Daniela e Cláudio fazem parte da primeira turma de professores de inglês brasileiros que participam do programa Foreign Language Teaching Assistant (FLTA). Até então a Fulbright Brasil ainda não havia participado do programa oferecido a países do Oriente, Ásia do Sul e Oriental, África, Europa e Hemisfério Sul. Neste ano o programa terá 400 bolsistas de todo o mundo.

Bolsista Carlos Alberto (de boné) na Syracuse,
NY, em workshop da Fulbright
Bolsa de aperfeiçoamento para quem ensina inglês
O programa Foreign Language Teaching Assistant (FLTA) oferece bolsa de aperfeiçoamento, de nove meses, em universidades, faculdades e escolas secundárias americanas. O objetivo é qualificar os estudos sobre as línguas estrangeiras, com foco na língua inglesa e na sociedade e cultura americanas. São oferecidas aos bolsistas a interação com suas comunidades, conversa em grupos e atividades extracurriculares.
Para concorrer a uma da vagas é preciso ser professor de inglês no Brasil ou estar em fase de formação. É exigida uma pontuação igual ou superior a 550 (Livro Baseada TOEFL), 213 (Computação Baseada TOEFL - CBT), 79-80 (baseado na Internet TOEFL - IBT) ou 6.0 (Inglês global de pontuação International Language Testing System - IELTS). Os candidatos devem ter entre 21 e 29 anos no momento da candidatura.
O estudante deverá se inscrever em dois cursos por semestre, um deles deve ser em inglês. Durante meio ano os escolhidos irão participar de um encontro de orientação e também deverão freqüentar um curso para partilhar e discutir as melhores práticas de ensino de línguas.
O resultado da seleção ocorrida em novembro deverá ser publicado em maio de 2009 no site da Comissão Fulbright. Acompanhe as notícias de abertura de novas inscrições aqui.
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Questões bioéticas da anemia falciforme são foco de pesquisa 

Cristiano pesquisa as questões
bioéticas da anemia falciforme |
A anemia falciforme é uma doença hereditária que atinge, principalmente, afrodescendentes. Deixando o portador mais propenso à infecções e outras complicações de saúde. No Brasil, cerca de 30 mil pessoas têm a doença. A doença é hereditária, é possível que dentro da mesma família um dos filhos tenha a doença, enquanto os outros, não. Quando um deles é diagnosticado como portador da doença, é necessário fazer testes nos irmãos.
Com o objetivo de entender os mitos, as lendas que existem em torno da prática do aconselhamento genético no Brasil e contribuir para que o país avance um pouco mais nesse campo do saber que o assistente social, Cristiano Guedes, 32, bolsista do Programa da Comissão Fulbright com a Fundação Ford foca sua pesquisa. A questão bioética, os aspectos da triagem neonatal e o aconselhamento genético são os pontos de análise do estudo do bolsista. Guedes quer entender o impacto ético da informação genética em famílias cujos pais descobriram a doença em um recém nascido.
Natural de Gama, cidade satélite de Brasília, no Distrito Federal, formado pela Universidade de Brasília, Guedes é bolsista da Fulbright na Johns Hopkins University. Leia a entrevista dada com exclusividade à newsletter da Fulbright:
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Como está sendo a experiência de participar do programa?
A experiência de participar de um programa de doutorado sanduíche nos Estados Unidos tem sido uma experiência singular visto que enriquece não só o meu conhecimento acadêmico como também cultural. As universidades estadunidenses possuem acervos excepcionais, excelentes professores e um estimulante ambiente acadêmico. Existem colegas de diferentes partes do mundo o que possibilita ampliar perspectivas de análise e ousar no exercício analítico sob diversas possibilidades de se pensar questões, respostas ou mesmo tentar novos caminhos para antigos desafios.
Por que você decidiu se candidatar?
A minha candidatura justificou-se em virtude do tema da minha pesquisa de doutorado: o impacto ético do aconselhamento genético voltado a pais de crianças com anemia falciforme. Os EUA reúnem pesquisadores de referência internacional e periódicos de grande densidade teórica. No Brasil,entretanto, o tema do aconselhamento genético é pouco pesquisado, não há formação de profissionais capacitados ao fornecimento do aconselhamento genético e alguns profissionais da Medicina tentam difundir a idéia de que aconselhamento genético seria um ato médico.
Qual o seu objetivo com esta experiência?
A experiência tem o objetivo de aprofundar os meus estudos sobre aconselhamento genético, por meio de discussões, estudos de periódicos e aulas na universidade. Tem sido uma experiência bastante instrutiva visto que me auxilia na análise dos meus dados que subsidiarão a redação de minha tese de doutorado.
Como é o seu dia-a-dia?
O dia-a-dia tem como marca principal a descoberta. Há certa rotina, por conta das aulas na universidade e horas dedicadas ao estudo individual. A atividade acadêmica é extremamente solitária em alguns momentos. Por outro lado, o encontro com amigos, as discussões na universidade e entre pesquisadores possibilitam cotejar diferentes perspectivas de análise em torno de um mesmo tópico. A língua inglesa é outro ingrediente que dá sabor à vida de um bolsista Fulbright, pois o domínio do idioma proporciona descobertas fascinantes de conhecimentos, amigos e possibilidades de atuação profissional presentes e futuras. Um bolsista Fulbright nunca está só, mesmo longe do país natal e da família, ao chegar nos EUA, descobre-se que a família Fulbright é grande, fraterna e afetuosa.
Qual a atividade que você desenvolve no Brasil?
No Brasil, desenvolvo pesquisas relacionadas ao tema da anemia falciforme, aconselhamento genético e triagem neonatal na Universidade de Brasília.
Como era a sua vida antes de viajar para realizar esta experiência?
Antes de viajar para o período de estudos, minha vida era voltada para o ambiente acadêmico e para a universidade que é o meu lugar de trabalho e refúgio.
Esta experiência irá representar o que na sua carreira?
A experiência ampliará o meu horizonte acadêmico em relação ao meu tema de pesquisa e, principalmente, o meu horizonte cultural. É muito difícil voltar ao Brasil da mesma forma quando se conhece pessoas de diferentes partes do mundo com opiniões tão diversas e plurais e que, no entanto, conseguem estudar juntas, compartilhar interesses de pesquisas e buscar respostas de interesse comum para além de fronteiras lingüísticas, políticas e culturais.

Bolsista faz participação em instituições americanas 
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O ex-bolsista da Fulbright Brasil no Congresso Norte-americano, José Floriano Pereira Lima Filho, realizou no dia 29 de agosto, uma conferência por meio da internet sobre o tema “Brasil – Biocombustíveis, o Congresso Norte-americano e as perspectivas globais”. Os diálogos foram mediados por Julia McCalmon.
Floriano Filho também tem participado do Programa de Palestrantes Eventuais, da Fulbright. O programa oferece as passagens para que bolsistas apresentem palestras em faculdades norte-americanas que atendem a minorias - negros, hispanos e indígenas. O bolsista abordou em suas palestras temas como a economia e a política externa brasileira, e a crescente influência brasileira no processo de globalização.
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Até agora, já fez apresentações na Universidade Xavier, em Nova Orleans e também na Faculdade Lehman, onde virou notícia (http://www.lehman.edu/lehman/enews/2008_04_21/feat_filho.html) Já no Texas, em universidades que não são majoritariamente para minorias, palestrou em Austin (que tem a maior biblioteca sobre América Latina dos EUA), a A&M e a PanAmerican.
O jornalista da TV Senado do Congresso brasileiro é bolsista da Comissão Fulbright nos Estados Unidos por meio de uma parceria com a American Political Science Association (APSA). Mestre pela Universidade de Columbia (Telejornalismo) e pela Universidade de Westminster (Políticas de Comunicação/Telecomunicações), Floriano está licenciado do seu cargo de jornalista da TV Senado e desenvolveu suas atividades no gabinete do deputado norte-americano Brian Baird, do Partido Democrata (D-WA). O objetivo desta bolsa de estudos é permitir que profissionais brasileiros aprofundem os conhecimentos sobre o Congresso Americano.
Confira abaixo um artigo de opinião escrito pelo jornalista a partir de suas experiências nos Estados Unidos.
Artigo
Eleições nos Estados Unidos
Os democratas saíram mais fortes das últimas eleições nos Estados Unidos. Eles serão um suporte crucial durante o governo Barack Obama, que vai depender mais do que nunca do Congresso para tentar sair da crise econômica atual.
Junto com a eleição de Barack Obama, o Partido Democrata aumentou suas bancadas na Câmara e no Senado nas eleições deste ano. Em alguns estados, onde a disputa foi muito apertada os democratas ficaram com quase 60% das vagas em cada uma das casas.
No Senado, os correligionários de Obama poderão chegar a 60 cadeiras, das 100 existentes. Se conseguirem isso, os democratas poderão derrubar qualquer tentativa de obstrução por parte dos republicanos. A derrota do senador Ted Stevens do Alaska ajudou. Ele é o político com mais anos de Senado da história e foi presidente da comissão que autoriza gastos do orçamento. O republicano Stevens foi condenado por corrupção, mas concorreu à reeleição mesmo assim. Perdeu por pouco. Foi ovacionado pelos colegas na despedida.
Como o presidente dos Estados Unidos depende do Congresso para tomar medidas importantes na economia, o futuro chefe de gabinete de Barack Obama procurou, em seguida da vitória, lideranças republicanas para discutir possíveis colaborações no futuro. Rahm Emanuel costura um apoio mais amplo pelos menos para as medidas emergenciais que o futuro governo vai tomar para enfrentar a crise. Um dos escudeiros do futuro presidente na câmara será o deputado Henry Waxman, da Califórnia. Ele foi eleito presidente da comissão que cuida de energia, telecomunicações e transportes. Waxman vai reforçar uma postura mais dura dos democratas em relação ao meio-ambiente. O correspondente ao cargo dele no Senado é o democrata Jeff Bingaman, para quem Barack Obama vai enfrentar um cenário muito difícil, apesar do fortalecimento do Partido Democrata.
O Congresso norte-americano começa a trabalhar neste mês. Neste período a equipe de Obama vai continuar tentando obter apoio para recuperar a economia. Os republicanos saíram enfraquecidos das últimas eleições, mas ainda podem dar muito trabalho ao futuro governo, que quer reformar o setor financeiro, a saúde e a previdência.
José Floriano Pereira Lima Filho (Jornalista da TV Senado do Congresso brasileiro, ex-bolsista da Fulbright no Congresso norte-americano).

Estudos sobre cinema ganham apoio 
A Fulbright e a Capes firmaram mais uma parceria inédita. Desta vez para impulsionar a carreira e as pesquisas na área cinematográfica brasileira. O programa Master of Fine Arts (MFA) tem o objetivo de formar roteiristas de cinema, em uma das escolas mais importantes do dos Estados Unidos nesta área.
Serão oferecidas duas vagas anuais para MFA, que é uma modalidade específica da área de cinema e audiovisual que concede o grau mais alto de formação acadêmica a roteiristas nos Estados Unidos.
De acordo com o Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro, o público dos filmes brasileiros aumentou de 10,9%, de 2006, para 11,3% do total de espectadores das salas em 2007. O que significou um público de 9,93 milhões para cerca de 10 milhões, um crescimento de 1,5 %. Durante o ano, 82 longas-metragens nacionais chegaram aos cinemas. Entre as produções de ficção, além de “Tropa”, “A grande família – o filme” e “Primo Basílio” foram os mais assistidos. Na categoria documentário, “Cartola” liderou a bilheteria, com cerca de 70 mil espectadores. Já o público total dos cinemas brasileiros sofreu uma pequena queda de 2006 para 2007, passando de cerca de 90 milhões para 89 milhões.
Para o diretor da Fulbright, Luiz Valcov Loureiro, este é o momento certo de apoiar e impulsionar profissionais da área de cinema e audiovisual. “Queremos colaborar no aperfeiçoamento dos profissionais que atuam no Brasil e contribuir para um crescimento do cinema brasileiro”, disse.
Os selecionados irão receber passagem de ida e volta, seguro saúde, pagamento de taxas escolares, bolsa mensal no valor de US$ 1.000. O resultado da primeira edição sairá em março. As próximas inscrições para o programa devem abrir no segundo semestre de 2009.

Exposição itinerante dos 50 anos circula pelo país 
A exposição fotográfica Impressões Visuais, que comemora 50 anos da Comissão Fulbright no Brasil (completados em 2008) está disponível no site. Composta por 108 fotografias – a mostra apresenta momentos importantes vividos pelo Brasil e pelos EUA ao longo de cinco décadas. Além de passar pelas capitais e diversas cidades brasileiras como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador a exposição poderá ser vista em outros municípios. Não perca! Confira a programação abaixo:

Uma das fotos da exposição que percorre o Brasil
Programação da Exposição Impressões Visuais
| Cidade |
Data |
Local |
Teresina (PI) |
18/12 a 11/01/09 |
Museu Histórico Piauí |
Cuiabá (MT) |
20/01 a 05/02 |
CPPHC |
Porto Velho (RO) |
13/01 a 08/02 |
Museu Histórico |
Maceió (AL) |
29/01 a 26/02 |
Museu Théo Brandão |
Belo Horizonte (MG) |
10/02 a 28/03 |
Museu Abílio Barreto |
Vitória (ES) |
27/02 a 22/03 |
Patrimônio Histórico |
Palmas (TO) |
12/02 a 22/02 |
Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Tocantins |
Belém (PA) |
05/02 a 21/03 |
CBP |
João Pessoa (PB) |
19/02 a 21/03 |
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba |
Recife (PE) |
18/03 (previsto) |
Centro Binacional ABA Art Gallery |
Porto Alegre (RS) |
05/03 (previsto) |
Memorial do RS |
*Dias e local poderão ser alterados de acordo com a organização do evento
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