Se você não estiver visualizando esta mensagem, clique aqui.
--------------------------------------INFORMATIVO ELETRÔNICO Nº 03 - AGOSTO 2006----------------------------------------

Entrevista
>>
“O direito permeia as relações humanas”

A quarta autoridade na escala hierárquica do país, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie Northfleet, é uma ex-bolsista da Fulbright brasileira. Mulher de destaque no cenário nacional, a carioca começou seus estudos acadêmicos na Faculdade de Direito da então Universidade do Estado da Guanabara, tendo concluído, em 1970, no Rio Grande do Sul, o curso de bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Leia mais...

_______________________________________________________________________

Doutorado
>>
Estudantes embarcam para desafio nos Estados Unidos
Bolsistas desenvolverão teses em diversas áreas do conhecimento

Nos próximos quatro anos, 56 estudantes brasileiros desenvolverão teses de doutorado em instituições norte-americanas. O grupo foi selecionado por meio do Programa Doutorado Pleno, uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) e da Fundação Fulbright. Os estudantes começarão a desenvolver suas atividades a partir do próximos mês nos Estados Unidos (EUA). Leia mais...

_______________________________________________________________________

Professor Sênior 2007
>>
Dez professores desenvolverão atividades no cenário acadêmico americano
Pesquisadores têm a missão de realizarem integração científica e cultural

Em sua segunda edição, o Programa Professor Visitante Sênior, uma parceria entre a Comissão Fulbright e a Capes, indica dez novos pesquisadores brasileiros para atuar em instituições norte-americanas. Professores das áreas de ciência da computação, odontopediatria, engenharia, engenharia mecânica, antropologia, lingüística, fisiologia e comunicação foram selecionados para mostrar o que há de excelência na ciência, tecnologia e cultura brasileiras. Leia mais...

_______________________________________________________________________

Setor Privado
>>
Fulbright e Funadesp incentivam aperfeiçoamento de docentes
As inscrições estão abertas para intercâmbio

Estão abertas as inscrições para o programa de aperfeiçoamento de docentes brasileiros de Instituições de Ensino Superior (IES) particulares nos Estados Unidos (EUA). O convênio entre a Comissão Fulbright e a Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular (Funadesp) oferece até 20 bolsas de estudos para pesquisadores de IES particulares que estejam cursando doutorado. O prazo mínimo é de seis meses e o máximo de nove. Leia mais...
_______________________________________________________________________

Projeto Piraí

>> Pedagogos americanos reforçam ensino da língua inglesa

A Comissão Fulbright, por meio do Programa English Teaching Assistant (ETA), começou a apoiar o trabalho realizado pela Fundação Sequóia, organização americana com projetos nas áreas de educação e artes. Neste ano, professores americanos atuam no Brasil para contribuírem no ensino da língua inglesa em dois projetos. Leia mais...

_______________________________________________________________________

Convênio
>>
Cooperação científica gaúcha amplia parceria com Estados Unidos

Promover o intercâmbio internacional científico entre pesquisadores brasileiros e norte-americanos é o objetivo da parceria firmada entre a Comissão Fulbright e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). De acordo com a representante do Comitê de Cooperação Internacional da Fapergs, Maria das Graças Feldens, a intenção é apoiar as instituições gaúchas para desenvolverem trabalhos específicos, intercâmbio de pesquisadores, de tecnólogos, de artistas, de professores e estudantes. Leia mais...
_______________________________________________________________________

Perfil
>>
Portal de um novo mundo

A história de vida da socióloga Mércia Consolação Silva, 34 anos, tem sido escrita com determinação, esforço e disciplina, características de uma boa capricorniana. Ex-moradora de favelas brasileiras e sempre envolvida em movimentos sociais, Mércia conta que o seu caminho não poderia ser outro que não pela luta social. Agora, ela enfrenta desafios em outra sociedade. Mestre em ciências políticas, Mércia é uma das mais novas bolsistas brasileiras da Comissão Fulbright. Leia mais...

_______________________________________________________________________

 

Prezado Leitor,


Nossa terceira newsletter mostra, mais uma vez, os vários programas que a Comissão oferece hoje no Brasil e como ela tem atuado em conjunto com respeitadas instituições de nosso país.

Diversidade e parceria são indubitavelmente dois aspectos que a Comissão tem buscado ressaltar em todas as suas ações sempre com vistas ao estreitamento das relaçãos dos EUA e do Brasil.

O relatório de atividades de 2005, que acaba de ser divulgado e que se encontra disponível em formato eletrônico em nosso site, descreve em detalhe as realizações da Comissão ao longo do ano passado. É nossa prestação de contas para todos nossos parceiros e a comunidade em geral.

Novas oportunidades de bolsas e de intercâmbio têm surgido e sem dúvida continuarão a surgir consolidando nosso papel de destaque na cooperação bilateral. Contamos com sua participação para que possamos continuar realizando nossa missão.


Luiz Valcov Loureiro
Diretor Executivo da
Comissão Fulbright






Reunião de Bolsistas de
Porto Alegre (RS),
Belo Horizonte
(MG) e
São Paulo (SP).

 

 

 

“O direito permeia as relações humanas”


Acervo Supremo Tribunal Federal 

A quarta autoridade na escala hierárquica do país, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie Northfleet é uma ex-bolsista da Fulbright brasileira. Mulher de destaque no cenário nacional, a carioca começou seus estudos acadêmicos na Faculdade de Direito da então Universidade do Estado da Guanabara, tendo concluído, em 1970, no Rio Grande do Sul, o curso de bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em 1982, Ellen Gracie graduou-se, em nível de especialização, em Antropologia Social, pela UFRGS. Entre 91 e 92, foi bolsista da Fundação Fulbright brasileira, no programa Hubert H. Humphrey, vinculado à American University, Washington D.C. School of Public Affairs (Department of Justice, Law & Society), onde cursou Complex Organizational Theories in Court Systems and Legal Organizations e Court Management Practices. Foi Jurista em Residência junto à Law Library of Congress dos EUA, e participou da elaboração do Projeto GLIN - Global Legal Information Network.

A senhora é uma ex-bolsista da Fulbright brasileira. O que significou esta experiência na sua vida profissional e pessoal?

A minha experiência como bolsista da Fulbright foi excelente, de grande valia para meu aprimoramento profissional e pessoal. Os meus estudos ampliaram a minha perspectiva profissional, intensificaram a compreensão da cultura jurídica norte-americana e proporcionaram a troca de idéias acadêmicas. Ademais, além da experiência com os profissionais da área de direito, a interação com os bolsistas das mais diversas áreas foi bastante enriquecedora e aumentou minha compreensão sobre outras áreas do conhecimento.

Qual a sua avaliação sobre o trabalho realizado pela Comissão para o fortalecimento dessa relação?

A Comissão tem feito um ótimo trabalho para promover a interação entre acadêmicos brasileiros e americanos. É uma instituição que abre as portas para o entendimento, mas é verdade que há um interesse maior de brasileiros pelos Estados Unidos, que de norte-americanos pelo Brasil. Há diversas razões para tanto e, por isso, é fundamental o trabalho da Comissão no fortalecimento dessa relação.

Quais os principais benefícios a profissionais brasileiros e norte-americanos na área do direito?

O direito permeia as relações humanas. O intercâmbio nessa área é da maior importância para se aprofundar o conhecimento dos sistemas jurídicos e da legislação de ambos os países, que são baseados em tradições jurídicas diferentes. O Brasil é de tradição civilista, enquanto os Estados Unidos são de tradição common law. O intercâmbio traz inúmeros benefícios para o fortalecimento das relações entre o Brasil e os Estados Unidos, que repercute em outras áreas. Para citar um exemplo, o intercâmbio na área de direito comercial aprofunda o entendimento e a superação de barreiras entre os nossos sistemas jurídicos e confere maior segurança às empresas contratantes sobre legislação doméstica e direitos e obrigações, intensificando, portanto, o comércio e o investimento financeiro entre ambos os países. Outro exemplo da maior relevância é o intercâmbio na área do combate à lavagem de dinheiro aos ilícitos transnacionais. O intercâmbio na área jurídica beneficia ambos os países, que possuem o interesse comum em combater ações criminosas que extravasam os limites de suas fronteiras. Finalmente, é de se ressaltar a importância do intercâmbio na área do direito constitucional. Grandes questões constitucionais são, muitas vezes, similares e suscitam problemas comuns a ambos os países. Nesse sentido, a jurisprudência e a doutrina podem ser de muita utilidade para o enriquecimento de debates teóricos.

Como a senhora vê o futuro da cooperação internacional entre o Brasil e os Estados Unidos nos setores de educação e de ciência e tecnologia?

A cooperação no setor educacional é da maior importância. O intercâmbio de professores da mais diversas áreas do conhecimento tem efeito multiplicador. Os conhecimentos adquiridos beneficiam não apenas os professores, individualmente, em suas áreas de pesquisa, mas também os alunos destes que sem participar do programa, recebem as informações adquiridas e se beneficiam da experiência. Penso que o futuro da cooperação internacional no setor educacional é bastante promissor e deve ser intensificado em razão da possibilidade de maior alcance e efeito que esse setor pode produzir nas sociedades brasileira e americana. Na área de ciência e tecnologia, a importância da parceria entre o Brasil e os Estados Unidos tende a crescer. Com o desenvolvimento tecnológico exacerbado das últimas décadas, os EUA são vistos como um grande fornecedor de tecnologia, com soluções que podem beneficiar os Estados Unidos, como, por exemplo, o voto eletrônico.

E qual deve ser o papel da Comissão Fulbright nesse cenário?

A Comissão Fulbright, além de continuar a fomentar o intercâmbio de profissionais entre o Brasil e os Estados Unidos nas diversas áreas do conhecimento, deve aumentar a visibilidade do Brasil naquele país, levando maiores informações e dados ao conhecimento de acadêmicos e profissionais envolvidos em pesquisa. Com a intensificação de informações sobre os brasileiros, aumentará o interesse no intercâmbio profissional e educacional por americanos.

_________________________________________________________________

Estudantes embarcam para desafio nos Estados Unidos

Nos próximos quatro anos, 56 estudantes brasileiros desenvolverão teses de doutorado em instituições norte-americanas. O grupo foi selecionado por meio do Programa Doutorado Pleno, uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) e da Fundação Fulbright. Os estudantes começarão a desenvolver suas atividades a partir do próximos mês nos Estados Unidos (EUA).

Os jovens passaram por um processo de seleção rigoroso. “Foi uma grande notícia. É uma satisfação muito grande receber essa bolsa”, comemora o engenheiro mecânico com ênfase em aeronaves pela Universidade de São Paulo e mestre em engenharia eletrônica e computação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), William Roberto Wolf, um dos indicados. A partir deste ano ele será estudante da Universidade de Stanford.

Segundo ele, toda a dificuldade da seleção serve para estimular os novos bolsistas a desempenhar suas pesquisas e estudos da melhor forma possível. Wolf explica que seu projeto de pesquisa busca o desenvolvimento de ferramentas computacionais capazes de simular com precisão escoamentos aerodinâmicos sobre foguetes e aviões. De acordo com o estudante, essa área de pesquisa não está desenvolvida no Brasil e, portanto, existe a necessidade de formar pesquisadores no assunto. “Com o término do meu programa de doutorado, quero retornar e atuar como professor e pesquisador”, afirma.

Nos próximos quatro anos, 56 estudantes brasileiros desenvolverão teses de doutorado em instituições norte-americanas. O grupo foi selecionado por meio do Programa Doutorado Pleno, uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) e da Fundação Fulbright.

 
NOTAS
Bolsas para graduação

O Community College Summit Initiative Program, novo programa da Comissão Fulbright, irá oferecer bolsas de estudos para estudantes de graduação brasileiros de baixa renda. A oportunidade inédita irá permitir que o selecionado realize um estágio em instituições de ensino superior nos EUA. O candidato deve estar no segundo ano do curso e ter noções básicas de inglês. Os estágios de um ou dois semestres acadêmicos serão realizados em community colleges indicados pela Fulbright. O programa inclui também treinamento intensivo de língua inglesa nos EUA, por até seis meses, prévio ao estágio de estudos no Community College. As áreas contempladas são administração, gerenciamento de negócios, administração em turismo e hospitalidade, comunicação, tecnologia da informação e áreas da saúde, exceto medicina. As inscrições serão abertas neste segundo semestre de 2006.



Preparação I

Divididos em grupos, os bolsistas do Programa de Doutorado participaram de reuniões em cinco capitais brasileiras: Brasília (DF), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS), antes do embarque para os Estados Unidos.
De acordo com a assessora de projetos da Fulbright, Glayna Braga, o principal objetivo dos encontros foi esclarecer dúvidas, transmitir informações e passar tranqüilidade ao bolsista. Foram dadas informações sobre as agências de cooperação, os termos da bolsa, aprimoramento profissional. Além de outros esclarecimentos sobre seguro-saúde, seminários de desenvolvimento, concessão de visto, procedimento bancários, Social Security Number e Taxpayer Identification Number (ITIN).



Preparação II

Os bolsistas também ouviram palestras de ex-bolsitas como Paulo Todescan Mattos. Ele falou sobre a experiência de um estudante brasileiro como aluno de pós-graduação nos EUA. A bolsista americana Janine Farzin, que está em São Paulo, abordou as diferenças culturais e acadêmicas entre os dois países. Participaram também o diretor executivo da Fulbright, Luiz Loureiro, e as representantes da Capes, Maria Luiza Lombas e Sandra Lopes, e do Consulado Americano no Brasil, Eva Reichman.


Bolsistas de Belo Horizonte

 


Arquivo pessoal

Os estudantes começarão a desenvolver suas atividades a partir do próximos mês nos Estados Unidos (EUA).

Em relação a essa nova etapa, William acredita que será uma experiência única, tanto no aspecto científico quanto no cultural. “Espero absorver o máximo de informação possível para, no futuro, realizar trabalhos semelhantes aos realizados no exterior, e dessa forma, ajudar no desenvolvimento científico e tecnológico do país”, declara.

“Com certeza esses brasileiros terão um desafio e tanto pela frente”, diz o diretor executivo da Fulbright, Luiz Loureiro. Segundo ele, os estudantes irão enfrentar a adaptação em um país com cultura muito diferente da nossa, e terão que se dedicar integralmente aos estudos. Depois de formados, os doutores retornam ao Brasil para contribuir de diversas formas, entre elas, transmitir o conhecimento adquirido.

Seleção – Anualmente, a Capes e a Comissão Fulbright oferecem novas bolsas. Os interessados em uma vaga devem ser cidadãos brasileiros e ter diploma de nível superior. A bolsa é destinada a candidatos de comprovado desempenho acadêmico, com projetos que não possam ser realizados total ou parcialmente no Brasil, dirigidos a instituições norte-americanas de excelência. As inscrições devem abrir neste segundo semestre. Informações no site da Fulbright.

_______________________________________________________________________________________


Dez professores desenvolverão atividades no cenário acadêmico americano

Em sua segunda edição, o Programa Professor Visitante Sênior, uma parceria entre a Comissão Fulbright e a Capes, indica dez novos pesquisadores brasileiros para atuar em instituições norte-americanas. Professores das áreas de ciência da computação, odontopediatria, engenharia, engenharia mecânica, antropologia, lingüística, fisiologia e comunicação foram selecionados para mostrar o que há de excelência na ciência, tecnologia e cultura brasileiras.


Arquivo pessoal

“O envio de doutores de alta produção científica, de diversas áreas do conhecimento, possibilita a inserção e o intercâmbio com universidades norte-americanas”, defende o diretor executivo da Comissão Fulbright, Luiz Loureiro. Ele explica que a idéia é incrementar as relações bilaterais no meio acadêmico e a divulgação da produção científica nacional. Os professores darão aulas, palestras e participarão de seminários em instituições de ensino superior norte-americanas, além de realizarem pesquisas com atividades de orientação técnica e científica.

Dedicada há 30 anos à área de odonpediatria, a pesquisadora da Universidade de Pernambuco (UPE), Aronita Rosenblatt, afirma que ter sido selecionada neste programa foi um estímulo. “O que parecia ser um desejo pretensioso, pareceu um insuflador de auto-estima”, comenta. Além de pesquisadora, Aronita dá aulas e administra um grupo de pesquisa na UPE.

"A colaboração científica é um meio eficiente de
promover a aproximação entre povos", diz Aronita.

No The Forsyth Institute, ela pretende intensificar o intercâmbio de pesquisa que já mantém com a instituição americana. “Vou assessorá-los em projetos de saúde bucal escolar”. Em troca a pesquisadora vai participar de projetos a serem submetidos ao National Institute of Helath, em parceria com a Universidade de Pernambuco como parceira, para o desenvolvimento de pesquisas clínicas que promovam a saúde bucal infantil. Para aliar a parte científica à cultural, irá utilizar a experiência que obteve em 14 anos em um intercâmbio escolar também nos EUA, além da vivência em outros países. “Tenho a clareza de que a colaboração científica é um meio eficiente de promover a aproximação entre povos e de que a cultura, e a sua divulgação, são um meio de diminuir diferenças. Procurarei fazer o melhor exercício dessa experiência adquirida”, considera.

Já a pesquisadora da área de letras, da Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ), Ângela Maria Dias, irá realizar um curso na pós-graduação do Portuguese and Brazilian Studies Department, da Brown University. Ela explica que fará uma pesquisa sobre literatura norte-americana contemporânea, ligada ao tema da violência urbana, pretende realizá-la junto ao English Department, para mais adiante desenvolver um trabalho comparado com a literatura brasileira. “Estou muito feliz e honrada de ser uma das selecionadas desse programa tão importante e respeitado. Sinto-me premiada”, diz. Segundo Ângela, em todos os contatos que fizer, pretende divulgar a cultura brasileira. “Por meio de conversas com pequenos grupos, palestras e utilizar todos os recursos. Nesse sentido, estou propondo-me a fazer contatos com outro departamento, além do específico de minha área de estudos”, esclarece.

Confira a lista dos selecionados aqui. Ao todo, 47 currículos foram analisados.

Seleção - Para ser candidato é necessário ser doutor há no mínimo cinco anos, ter nacionalidade brasileira, não ter nacionalidade norte-americana, e estar credenciado como docente e orientador em programa de pós-graduação reconhecido pela Capes. Os professores escolhidos receberão passagem de ida e volta, auxílio instalação no valor de US$ 4 mil, bolsa mensal de US$ 4 mil e seguro-saúde de US$ 500.

_______________________________________________________________________________________

Fulbright e Funadesp incentivam aperfeiçoamento de docentes

Estão abertas as inscrições para o programa de aperfeiçoamento de docentes brasileiros de Instituições de Ensino Superior (IES) particulares nos Estados Unidos (EUA). O convênio entre a Comissão Fulbright e a Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular (Funadesp) oferece até 20 bolsas de estudos para pesquisadores de IES particulares que estejam cursando doutorado. O prazo mínimo é de seis meses e o máximo de nove.

Para concorrer a uma vaga do Programa de Bolsas de Estágio Doutoral 2007 é preciso ter cidadania brasileira, ser vinculado a uma IESP e matriculado em um doutorado em programa brasileiro de pós-graduação stricto sensu , reconhecido pela Capes. A Funadesp ressalta que o programa tem caráter institucional e, por isso, compete às IESP selecionar e apresentar a candidatura de seus docentes. A duração do estágio pode variar de seis a nove meses, podendo ser prorrogada com aprovação da Fulbright/Funadesp e IES de vínculo do bolsista.

As inscrições devem ser feitas até 15 de outubro de 2006. Para mais informações confira o edital aqui. Ou para outras informações envie mensagem para funadesp@fulbright.org.br, com seu seu nome completo, telefone de contato e instituição de vínculo no Brasil.

_______________________________________________________________________________________

Pedagogos americanos reforçam ensino da língua inglesa


Arquivo pessoal

A Comissão Fulbright, por meio do Programa English Teaching Assistant (ETA), começou a apoiar o trabalho realizado pela Fundação Sequóia, organização americana com projetos nas áreas de educação e artes. Neste ano, professores americanos atuam no Brasil para contribuírem no ensino da língua inglesa em dois projetos.

Na cidade de Piraí, no Estado do Rio de Janeiro, o projeto irá beneficiar cerca de 220 estudantes da escola Lúcio de Mendonça e do Jardim de Infância Doutor Luiz Silveira. Professores e coordenadores de ensino recebem treinamento especializado na alfabetização em língua inglesa. Já em Salvador, Bahia, as crianças do projeto Pracatum, do músico Carlinhos Brown, são as beneficiadas.

O objetivo do Projeto de Alfabetização em Língua Inglesa é oferecer às crianças de baixa renda o aprendizado de outro idioma, permitindo o contato com uma nova cultura e realidade. Com isso, esses alunos estarão melhor preparados e no futuro terão melhores condições de concorrer no mercado de trabalho.

_______________________________________________________________________________________

Cooperação científica gaúcha amplia parceria com Estados Unidos

Promover o intercâmbio internacional científico entre pesquisadores brasileiros e norte-americanos é o objetivo da parceria firmada entre a Comissão Fulbright e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). De acordo com a representante do Comitê de Cooperação Internacional da Fapergs, Maria das Graças Feldens, a intenção é apoiar as instituições gaúchas para desenvolverem trabalhos específicos, intercâmbio de pesquisadores, de tecnólogos, de artistas, de professores e estudantes. Além de realizar permuta de material acadêmico, publicações e organização de eventos conjuntos. “Por meio do convênio com a Comissão Fulbright esperamos aumentar o intercâmbio de bom nível entre instituições de pesquisa do RS com instituições norte-americanas”, afirma.

Maria das Graças Feldens explica que a candidatura dos pesquisadores americanos é livre, mas a aprovação depende estritamente da qualidade e do nível do pesquisador proponente. O intercâmbio terá duração de quatro meses e se destina a pesquisadores norte-americanos com notório saber em suas áreas do conhecimento. “Queremos consolidar grupos de pesquisa locais e abrir caminho para parcerias futuras por meio das quais pesquisadores (professores e alunos) de IES do RS possam realizar seus estágios de intercâmbio em laboratórios de pesquisa nos Estados Unidos”, exemplifica Maria da Graças.

Os interessados devem encaminhar suas candidaturas até agosto de 2006. Em 2005, candidataram-se ao intercâmbio seis pesquisadores sêniors de universidades norte americanas. Dois foram indicados pela Fulbright para colaborarem em programas de pós-graduação no Rio Grande do Sul, nas áreas de matemática e psicologia.

Norte-americanos interessados em intercâmbio podem obter maiores informações no sítio da Comissão Fulbright ( www.fulbright.org.br ). Professores gaúchos interessados em convidar pesquisadores norte-americanos para o programa podem obter informações complementares com Mariana Migliari, (11) 3707.4797, mariana@fulbright.org.br , na Comissão Fulbright (São Paulo ) ou Marlene Junges, ( 51) 3221 4922 marlene@fapergs.rs.gov.br na Fapergs.

_______________________________________________________________________________________

Perfil

“Portal de um novo mundo”


Arquivo pessoal

A história de vida da socióloga Mércia Consolação Silva, 34 anos, tem sido escrita com determinação, esforço e disciplina, características de uma boa capricorniana. Ex-moradora de favelas brasileiras e sempre envolvida em movimentos sociais, Mércia conta que o seu caminho não poderia ser outro que não pela luta social. Agora, ela enfrenta um novo desafio em outra sociedade. Mestre em ciências políticas, Mércia é uma das mais novas bolsistas brasileiras da Comissão Fulbright. Nos Estados Unidos ela irá estudar políticas públicas sobre a desigualdade social na Universidade de Oregon. Atualmente, é coordenadora de pesquisas e especialista em raça e gênero do Instituto Observatório Social (IOS), organização não governamental paulista. Também presta consultoria à Organização Internacional do Trabalho (OIT) - Centro de Estudos das Relações Raciais e Desigualdades (Ceert). Conheça um pouco deste exemplo de brasileira.

O que significa para a senhora ter sido selecionada pela Fulbright para participar desse intercâmbio?

Foi como abrir um portal de um novo mundo. Sempre desejei estudar em outro país. Achei muito oportuno, uma vez que no meu processo de formação profissional e na minha carreira faltava esse diálogo exatamente com os Estados Unidos, já que para os temas que estudo, esse país sempre foi um balizador e referencial em relação às políticas inclusivas, em especial pela tradição forte de luta pelos direitos civis. Sem o apoio da Fulbright isso não seria possível em um curto prazo.

O que representará para a sua vida pessoal e profissional?

A possibilidade de poder dialogar com outros parceiros na elaboração de políticas públicas, acesso a outros meios de informação, em especial pela superação da barreira da língua. Sempre esbarrei nesse aspecto para conseguir ter acesso à informação e mesmo para participar de redes de interesse e ação internacionais. Espero que essa oportunidade possa me inserir no debate e me faça contribuir mais para a superação das desigualdades.

Como foi a sua trajetória profissional?

Como já disse em outra oportunidade, sou mulher e negra, estando nessa sociedade que exclui e discrimina, não poderia me inserir nela de outra forma que não pela luta social. Sempre estive envolvida em movimentos de bairros, principalmente porque vivi até os 23 anos em favelas. Vindo para São Paulo, ao entrar na Universidade de São Paulo, no curso de ciências sociais, fui morar na casa de estudantes carentes oferecida pela instituição e participei de duas gestões da associação de moradores. E mais tarde da associação das mães da casa (Mércia tem uma filha de oito anos). Concomitamente, entrei para o movimento negro nessa cidade, indo trabalhar em uma organização não governamental (ONG) com a questão racial chamado Centro de Estudos das Relações Raciais e Desigualdades (Ceert). Desde 2001, trabalho no Instituto Observatório Social (OIS), onde busco desvendar a realidade das condições de trabalho em empresas nacionais e multinacionais. Analiso os aspectos de saúde, segurança, igualdade de oportunidades em gênero e raça. Tenho colaborado em publicações com parceiros e instituições como a Central Única de Trabalhadores e (CUT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) visando difundir e oferecer ferramentas aos trabalhadores, empresários e sindicatos para que as negociações coletivas entre esses atores possam incorporar ações que visem promover a igualdade de oportunidades.

Como a senhora vê o intercâmbio entre a Comissão Fulbright e o Brasil?

Vejo o intercâmbio da Comissão Fulbright e o Brasil como algo essencial. Acredito que a cada dia esse espaço de troca irá se expandir e mais pessoas poderão se beneficiar dessa troca. E se tudo der muito certo, serei uma das pessoas que mais vai divulgar e enaltecer o trabalho da Fulbright.

O que a senhora irá pesquisar?

Pretendo, no período em que estiver nos Estados Unidos, aprofundar meus conhecimentos sobre os estudos das desigualdades e das políticas públicas que visam “desigualar” para conseguir uma igualdade futura, ou seja, compreender como elaborar, implementar e avaliar uma política pública pautada em ações afirmativas, que, apesar da confusão, não se reduzem à criação de cotas. Os Estados Unidos e Canadá são duas nações que já avançaram muito nesse processo. Inicialmente, pretendo entrar em contato com os grupos que atuam diretamente nessas questões, seja nas universidades, empresas ou no governo. Depois de analisar o histórico de algumas políticas, buscarei entrar no cotidiano de criação e implementação das mesmas. Além de observar e compreender os mecanismos de monitoramento dessas políticas, usarei diversos métodos, desde leituras até entrevistas com gestores de políticas públicas, gestores de recursos humanos de empresas, e com os beneficiários dos programas.

_______________________________________________________________________________________

Acesse: www.fulbright.org.br

 




Publicação da Comissão Fulbright no Brasil
Contato (61) 3248-8600 - E-mail: fulbright@fulbright.org.br
Para deixar de receber este informativo, clique aqui.