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--------------------------------------INFORMATIVO ELETRÔNICO Nº 01- SETEMBRO 2005----------------------------------------

Doutorado
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Comissão Fulbright envia mais estudantes para os EUA
Parceria inédita com a Capes permitiu crescimento

Sessenta e um estudantes brasileiros desenvolverão teses de doutorado em universidades americanas nos próximos quatro anos. O número significativo de bolsistas enviados pela Comissão Fulbright (Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) é comemorado pelo diretor da Comissão no Brasil, Luiz Valcov Loureiro. "Nosso principal objetivo é promover o intercâmbio acadêmico entre os países. Se aumentamos o número de bolsas, com certeza, estamos alcançando nossa missão". Leia mais...

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Bolsistas
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Encontros preparam selecionados

Antes do embarque o grupo brasileiro recebeu orientação e dicas

Uma seqüência de encontros foi programada pela Comissão Fulbright antes do embarque dos bolsistas para os Estados Unidos. O objetivo foi o de orientar os estudantes brasileiros sobre suas atividades no exterior. Nos encontros, os selecionados ouviram as experiências de representantes das duas instituições, ex-bolsistas, professores e estudantes norte-americanos na relação entre as instituições brasileiras e americanas. Leia mais...
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New Century
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Brasileira é escolhida para pesquisa internacional

A seleção ocorreu entre dezenas de candidatos de todo mundo

Uma candidata brasileira indicada pela Comissão Fulbright conquistou pela primeira vez uma das vagas mais concorridas oferecidas pelo Programa New Century Scholars. A pesquisadora Elizabeth Balbachevsky participará de um seleto grupo de 30 cientistas de várias partes do mundo que estudarão os desafios da educação superior no século 21. Leia mais... ___________________________<<.>>____________________________

Hubert Humphrey
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Profissionais participam de aperfeiçoamento nos EUA

Comissão Fulbright financia qualificação em diversas áreas

O Programa Hubert H. Humphrey, da Comissão Fulbright, recomendou seis brasileiros para a edição 2005. Três profissionais da área de direito, um de administração pública, um auditor fiscal e um de medicina psiquiátrica. A bolsa é destinada ao aperfeiçoamento de profissionais, em meio de carreira, do setor público e terceiro setor com experiência nas suas áreas de atuação. Os selecionados terão bolsa durante um ano e após este período poderão realizar estágios profissionais, não remunerados, nos Estados Unidos. Leia mais...

Caro Leitor,


    A trajetória da Comissão Fulbright, desde sua instalação em nosso país em 1957, evidencia seu compromisso com a promoção do entendimento entre o Brasil e os EUA, por intermédio do intercâmbio educacional. São mais de 2.600 bolsistas brasileiros e 1300 norte-americanos ao longo destes 48 anos.

    Repleta de sucessos, essa trajetória tem sido marcada pela capacidade de atender às necessidades das comunidades acadêmicas dos dois países. Tal fato deriva, essencialmente, da forma muito peculiar de definição das diretrizes de atuação da Comissão que acontece no âmbito do Conselho de Diretores, formado por cidadãos brasileiros e norte-americanos, e que permite uma grande sintonia com as demandas do setor.

    Dentre as recentes diretrizes estabelecidas pelo Conselho, uma delas determina que a Comissão deve estreitar suas relações com instituições brasileiras governamentais e não-governamentais que atuam na área do desenvolvimento da educação superior, com vistas ao estabelecimento de parcerias em projetos de interesse comum. É isso que temos feito desde o início de 2004 e que agora toma a forma de diversos programas com várias instituições parceiras contribuindo em muito para o aumento da visibilidade da Comissão em nosso país. Tal fato merece ser celebrado já que amplia a atuação da Comissão e leva a mudanças significativas na forma de atuação da Comissão.

    Assim, com o objetivo de melhor informar sobre como hoje atua a Comissão, criamos esta newsletter trimestral onde divulgaremos as novas oportunidades, realizações e o andamento do conjunto de nossas atividades.

    Para aprimorarmos esta nova forma de comunicação da Comissão com a comunidade, esperamos poder contar com as sugestões de todos os interessados em contribuir para o aprofundamento das relações de amizade entre o Brasil e os EUA.

Saudações

Luiz Valcov Loureiro
Diretor Executivo



Nova Parceria
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Programa
dá oportunidade a jovens de baixa renda

A Comissão Fulbright recomendou três bolsistas do Programa Internacional de Bolsas de Pós-graduação da Fundação Ford para realizarem doutorado sanduíche nos Estados Unidos. A parceria inovadora prioriza candidatos de baixa renda que não têm acesso ao ensino superior. "Esse programa diversifica as ações da Comissão Fulbright no Brasil e oferece novas oportunidades para quem não tem condições financeiras de buscar qualificação fora do país", afirma a coordenadora de programas da Fulbright, Rejânia Araújo. Leia mais...
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Professor visitante sênior
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Pesquisadores divulgarão a ciência brasileira nos EUA

Com o objetivo de mostrar ao meio acadêmico norte-americano que há ciência e cultura brasileira de alta qualidade, uma parceria da Comissão Fulbright e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal Nível Superior (Capes/MEC) recomendou 10 pesquisadores brasileiros para o Programa Professor Visitante Sênior nos Estados Unidos, edição 2005/2006. O envio de doutores de alta produção científica, de diversas áreas do conhecimento, possibilita a inserção e o intercâmbio com universidades norte-americanas. A idéia é incrementar as relações bilaterais no meio acadêmico e a divulgação da ciência, tecnologia e cultura brasileira naquele país. Leia mais...
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Debate
>>Encontro nacional
reúne ex-bolsistas Fulbright

A Internacionalização da Educação Superior: Brasil e Estados Unidos no Século XXI
foi o tema do VII Encontro Nacional de Ex-bolsistas da Fulbright , realizado de 15 a 17 de abril, em São Paulo (SP). O seminário reuniu pesquisadores, especialistas brasileiros e norte-americanos, representantes governamentais e de instituições de ensino superior. Leia mais...
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Delegação
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Educação superior é apresentada a missão americana

Uma missão americana composta pela chefe da Divisão de Educação do Hemisfério Ocidental da Comissão Fulbright, Cindy Wolloch e o assessor de programas Fulbright, Ralph Blessing, realizaram uma série de visitas às instituições de ensino superior brasileiras no mês de abril. O objetivo do roteiro foi apresentar o cenário atual do sistema de ensino superior brasileiro possibilitando iniciativas adequadas às necessidades do país. Leia mais...


Rafael Alves/UFPE
O diretor executivo da Comissão Fulbright, Luiz Loureiro, iniciou uma série de palestras em instituições de ensino superior das regiões Norte e Nordeste do país com o objetivo de divulgar os programas da Comissão. No mês de junho, professores e estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, assistiram a apresentação sobre o tema "Os programas da Comissão Fulbright e as oportunidades de estudo no exterior". Durante o encontro, Loureiro disse que a Fulbright quer estimular o aperfeiçoamento dos integrantes dessas universidades, aumentando a participação dos professores destas regiões nos programas oferecidos pela Fulbright. Os encontros aconteceram respectivamente, dias 16 e 17 de junho.

Comissão Fulbright envia mais estudantes para os Estados Unidos
Parceria inédita com a Capes permitiu crescimento

Sessenta e um estudantes brasileiros desenvolverão teses de doutorado em universidades americanas nos próximos quatro anos. O número significativo de bolsistas enviados pela Comissão Fulbright (Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) é comemorado pelo diretor da Comissão no Brasil, Luiz Valcov Loureiro. "Nosso principal objetivo é promover o intercâmbio acadêmico entre os países. Se aumentamos o número de bolsas, com certeza, estamos alcançando nossa missão".

O incremento do número de bolsas é resultado de um novo convênio firmado em 2004, entre a Comissão Fulbright e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC). Comparado ao ano passado, a Capes conseguiu dobrar a oferta. Em 2004 foram oferecidas 35 vagas. O crescimento é considerado excelente pela agência brasileira. "Conseguimos ampliar e dar maior eficiência. O convênio com a Fulbright

Acervo Fulbright

Bolsistas reunidos em Porto Alegre
facilita a colocação dos nossos bolsistas em instituições de alto padrão , com redução do valor das taxas escolares", disse o presidente da Capes, Jorge Guimarães. Segundo ele, a inclusão dos estudantes brasileiros em estudos de alto nível é uma etapa importante do processo contínuo para pesquisa o desenvolvimento da ciência brasileira.

Luiz Valcov Loureiro explica que a maior oferta de bolsas ocorreu devido ao formato do convênio e à mudança de condução do processo realizada pela Comissão. Os representantes da Fulbright negociaram com as universidades americanas para reduzir as taxas acadêmicas. "Isso diminui em 40% os custos e possibilitou a ampliação do número de bolsas nos Estados Unidos". Loureiro destaca que isso foi possível graças à qualidade dos projetos dos estudantes brasileiros, à imagem de excelência da Capes no exterior e à atuação da Comissão. A edição 2005 teve 279 inscritos - os estudantes selecionados são de diversas áreas. Confira aqui os bolsistas 2005/2006.

Integração - A Comissão Fulbright trabalha para oferecer condições de aperfeiçoamento a novos líderes na pesquisa brasileira. Pelo programa, o bolsista ainda inclui em seu currículo a recomendação de instituições de referência como a Capes e Comissão Fulbright.

De acordo com Loureiro, essas credenciais abrem muitas oportunidades aos bolsistas, como participação em congressos, seminários e convites de grupos de pesquisa. Todo doutorando-bolsista é convidado a participar de um encontro de pesquisadores bolsistas para falar sobre seu país. "A idéia é fazê-lo ir além da atividade acadêmica que exerce lá, para que ele se familiarize, se envolva, se integre", explica Loureiro.

Formação de líderes - Segundo Loureiro, o papel da Comissão e da Capes é oferecer o caminho e as oportunidades com maior facilidade, sempre tendo como atividade principal o desenvolvimento do projeto de pesquisa. "Estamos mostrando o Brasil para os norte-americanos e vice-versa. Estamos construindo lideranças, pesquisadores com alto nível de conhecimento, que retornam a seu país para prosseguir em seu trabalho e contribuir para um ainda maior entendimento entre nossos países. Este é o objetivo estratégico maior do programa Fulbright no mundo", afirma.

Ao voltar ao Brasil, o profissional deverá colocar em prática todo o conhecimento acadêmico adquirido no exterior, compartilhando-o com instituições brasileiras", disse Loureiro.

Seleção - Os interessados a uma vaga devem ser cidadãos brasileiros e ter diploma de nível superior. A bolsa é destinada a candidatos de comprovado desempenho acadêmico, com projetos que não possam ser realizados total ou parcialmente no Brasil, e que se dirijam a instituições norte-americanas de excelência. O período de seleção para 2006 está fechado. Os bolsistas selecionados iniciarão no segundo semestre do próximo ano. Confira as orientações básicas clicando aqui.

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Encontros preparam selecionados
Antes do embarque o grupo brasileiro recebeu orientação e dicas

Acervo Fulbright
Richard irá fazer doutorado na Universidade de Michigan
Uma seqüência de encontros foi programada pela Comissão Fulbright antes do embarque dos bolsistas para os Estados Unidos. O objetivo foi o de orientar os estudantes brasileiros sobre suas atividades no exterior. Nos encontros, os selecionados ouviram as experiências de representantes das duas instituições, ex-bolsistas, professores e estudantes norte-americanos na relação entre as instituições brasileiras e americanas. "Tentamos esclarecer dúvidas, transmitir informações e passar tranqüilidade ao bolsista que, com essa assistência, sente-se mais seguro e preparado para participar do programa", explica a analista de programas da Comissão Fulbright, Glayna Braga.

As reuniões aconteceram em cinco capitais brasileiras: Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG).

O bolsista Richard Vasques, 24 anos, participou do encontro em Porto Alegre. Para ele, a reunião foi proveitosa e esclarecedora. "Gostei da informalidade e do fácil acesso a informações", disse. Vasques irá desenvolver seu doutorado na Universidade de Michigan, na área de matemática. Mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, seu maior sonho era o de fazer doutorado no exterior. "Esta bolsa tornou esse sonho uma realidade", comemora.

Vasques espera fazer parte de um ambiente acadêmico rico em recursos e oportunidades. No retorno ao Brasil, o bolsista pretende dar sua contribuição à sociedade. A tese de doutorado de Vasques abordará a teoria do transporte de partículas em meios estocásticos. Segundo ele, a pesquisa deve servir para a radioterapia no tratamento de câncer e a energia nuclear. "Espero contribuir para o desenvolvimento de melhores modelos matemáticos que auxiliem a medicina radioterápica e a produção de energia", afirma.

Além de demonstrar o apoio da agência Fulbright aos bolsistas nos Estados Unidos, os bolsistas conheceram o funcionamento do sistema educacional norte-americano. Os representantes da Capes e da Fulbright falaram das vantagens de ser um bolsista das duas instituições. Este ano, um dos novos benefícios é o treinamento de inglês de três dias a sete semanas, de acordo com a necessidade de cada bolsista. As aulas serão realizadas em instituições de ensino daquele país.

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Brasileira é escolhida para pesquisa internacional
A seleção ocorreu entre dezenas de candidatos de todo mundo

Uma candidata brasileira indicada pela Comissão Fulbright conquistou pela primeira vez uma das vagas mais concorridas oferecidas pelo Programa New Century Scholars. A pesquisadora Elizabeth Balbachevsky participará de um seleto grupo de 30 cientistas de várias partes do mundo que estudarão os desafios da educação superior no século 21.

O Programa New Century é altamente competitivo e tem como objetivo o desenvolvimento de um projeto temático. O grupo será coordenado pelo diretor do Centro para Educação Superior Internacional da Lynch School of Education do Boston College, Philip Altbach, um dos mais importantes pesquisadores da área de educação no mundo. De acordo com a coordenadora de Programas da Comissão Fulbright, Rejânia Araújo, em uma competição internacional como essa o sucesso na seleção depende muito da qualidade do candidato. Entretanto, uma recomendação da Comissão Fulbright brasileira é essencial para que a proposta seja avaliada. "É uma competição acirrada, porque atrai candidatos do mundo inteiro, inclusive dos Estados Unidos. Termos um profissional selecionado é realmente um grande mérito".

Doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e professora titular do programa de pós-graduação e do departamento de Ciência Política da instituição paulista, Elizabeth Balbachevsky possui pós-doutorado pelas universidades de Londres (Inglaterra) e de Brasília. A pesquisadora irá analisar a reforma do ensino superior em países em desenvolvimento. Segundo ela, há estudos sobre as diversas legislações de países desenvolvidos, mas não existe uma reflexão mais estruturada desta realidade em sociedades mais pobres."Propus uma análise profunda para mostrar as diferenças e as convergências, a criação de uma tipologia para a comparação de alguns países", esclarece. O Brasil, o sudeste asiático e o continente africano serão alguns lugares que terão as transformações analisadas. "A península arábica também passou por mudanças importantes", acrescenta. Mas as realidades americana e européia também entrarão no estudo.

Apesar de ser uma profissional de ampla experiência e qualificação, Elizabeth diz que integrar o grupo será vital para o sucesso de seu trabalho, porque terá acesso a uma rede de pesquisadores de excelência. "Com certeza poderemos trocar materiais, fazer análise conjunta, receber sugestões e críticas. Além disso, com o apoio da Fulbright, haverá uma dimensão muito maior do trabalho", avalia. Ela destaca ainda o caráter inovador do projeto, que não tem similar no mundo. "A própria temática de comparação será um diferencial", afirma.

Benefícios - O auxílio para a pesquisa é de US$ 37 mil. O recurso servirá para despesas de hospedagem, passagens, despesas locais e internacionais. A bolsa é concedida por quinze meses, de primeiro de setembro deste ano a 30 de novembro de 2006. Nesse período, serão realizados três encontros obrigatórios para debates e troca de experiências entre os participantes. Na primeira reunião serão dadas orientações e definidas metas do trabalho. Outras informações sobre o Programa New Century podem ser encontradas no sítio www.fulbright.org.br.

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Profissionais participam de aperfeiçoamento nos EUA
Comissão Fulbright financia qualificação em diversas áreas

O Programa Hubert H. Humphrey, da Comissão Fulbright, recomendou seis brasileiros para a edição 2005. Três profissionais da área de direito, um de administração pública, um auditor fiscal e um de medicina psiquiátrica. A bolsa é destinada ao aperfeiçoamento de profissionais, em meio de carreira, do setor público e terceiro setor com experiência nas suas áreas de atuação. Os selecionados terão bolsa durante um ano e após este período poderão realizar estágios profissionais, não remunerados, nos Estados Unidos.

A procuradora do Ministério Público de Contas do Distrito Federal, Márcia Ferreira Cunha Farias, 39 anos, foi um das selecionadas. Bacharel em direito pela Universidade de Brasília e mestre pela Universidade Federal de Pernambuco, Márcia quer criar um sistema que irá beneficiar o trabalho de fiscalização do orçamento público e a avaliação de politícas públicas. "Espero criar uma sistemática e instituir ferramentas para que o Ministério Público de Contas possa auxiliar o Tribunal de Contas a avaliar programas de governo e políticas públicas por meio de parâmetros objetivos e pré-conhecidos pelo poder executivo",explica.

Márcia é casada, tem três filhos, mas isto não foi problema para ir em busca do aperfeiçoamento profissional. Ela fará o curso na Universidade de Boston e a família viajou com ela. A indicação da Fulbright foi uma surpresa e uma grande alegria para a procuradora. "É uma honra participar do programa. Sei que a seleção é altamente competitiva e que a Comissão é muito criteriosa ao escolher os candidatos", disse.

Ela conta que ficou sabendo da bolsa Fulbright por meio de uma correspondência recebida da própria instituição. "O programa me pareceu muito interessante, temos excelentes cursos de mestrado e de doutorado no Brasil, como minha atuação principal não é acadêmica, o programa me pareceu ideal". O Humphrey inclui cursos acadêmicos, mas também participação em seminários e conferências, e o estágio na área de atuação. "Esse conjunto de atividades é um ponto ótimo de aprendizagem profissional, pois conjuga teoria e prática", avalia Márcia.

Selecionados do Programa Hubert Humphrey 2005/2006

Nome

Área de Atuação

Universidade

Adriana B. C. Rizzotto

Direito

Universidade de Minnesota

Alceu Mauricio Jr.

Direito

American University

João Carlos M. Sampaio

Administração Pública

Universidade de Michigan

Márcia F. C. Farias

Direito

Universidade de Boston

Patrícia Cavalcanti Schmid

Saúde Pública

Johns Hopkins University

Wolney José dos Anjos

Economia

Universidade de Boston


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Programa dá oportunidade a jovens de baixa renda

Acervo Fulbright

Ariovaldo Lucas é um dos selecionados
A Comissão Fulbright recomendou três bolsistas do Programa Internacional de Bolsas de Pós-graduação da Fundação Ford para realizarem doutorado sanduíche nos Estados Unidos. A parceria inovadora prioriza candidatos de baixa renda que não têm acesso ao ensino superior. "Esse programa diversifica as ações da Comissão Fulbright no Brasil e oferece novas oportunidades para quem não tem condições financeiras de buscar qualificação fora do país", afirma a coordenadora de programas da Fulbright, Rejânia Araújo.

Os estudantes selecionados poderão complementar, por um ano e três meses, a tese de doutorado em instituições norte-americanas. A Fulbright oferece até seis meses de curso intensivo de inglês nos Estados Unidos e outros nove para a pesquisa acadêmica. Para concorrer à vaga, obrigatoriamente, os candidatos devem ser bolsistas da Fundação Ford, portanto, é necessário passar pela seleção da instituição. No Brasil, o programa é coordenado pela Fundação Carlos Chagas.

O engenheiro agrônomo Ariovaldo Lucas, 32 anos, doutorando em Ecologia de Agroecossistemas da Universidade de São Paulo (USP), é um dos brasileiros que irá Estados Unidos. Para ele, receber a indicação da Comissão Fulbright é um reconhecimento a sua intensa formação acadêmica, de muito estudo, trabalho e disciplina. "Como bolsista só tenho que continuar a trilhar esse caminho", diz. O engenheiro conta que deixou de assumir um cargo no serviço público para continuar os estudos e colaborar para um país mais justo. "Esta indicação é uma oportunidade de obter boa formação e superar as dificuldades para transformar nossa sociedade", acrescenta.

Lucas estuda o impacto ambiental da irrigação em microbacias. O pesquisador pretende contribuir para o esclarecimento da situação ambiental dos pequenos mananciais, especialmente na questão hidrológica (qualidade e quantidade). Além disso, espera difundir o manejo integrado e conhecer o impacto ambiental causado pela irrigação em pequenas propriedades.

Programa Ford - Implementado em 23 países da América Latina, África, Ásia, Oriente Médio e na Rússia, o Programa Ford concede bolsas de estudos para a qualificação de pessoas com potencial de liderança em seus campos de atuação, e o objetivo de trabalhar por maior equilíbrio econômico e social no mundo. No Brasil, a Fundação Carlos Chagas prioriza na seleção candidatos de baixa renda, negros, indígenas ou originários da região Norte, Nordeste e Centro-oeste. Os contemplados podem desenvolver pesquisas em qualquer área desde que tenham como objetivo o fortalecimento dos valores democráticos, a promoção do desenvolvimento humano, o fomento da cooperação internacional e a redução da pobreza e da injustiça.

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Pesquisadores divulgarão a ciência brasileira nos EUA

Com o objetivo de mostrar ao meio acadêmico norte-americano que há ciência e cultura brasileira de alta qualidade, uma parceria da Comissão Fulbright e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal Nível Superior (Capes/MEC) recomendou 10 pesquisadores brasileiros para o Programa Professor Visitante Sênior nos Estados Unidos, edição 2005/2006. O envio de doutores de alta produção científica, de diversas áreas do conhecimento, possibilita a inserção e o intercâmbio com universidades norte-americanas. A idéia é incrementar as relações bilaterais no meio acadêmico e a divulgação da ciência, tecnologia e cultura brasileira naquele país.

O doutor em física e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Eudenilson Lins de Albuquerque, um dos indicados, irá trabalhar com um dos maiores nomes da física mundial, H. E. Stanley. Membro da Academia de Ciências dos Estados Unidos e diretor do Centro de Ciência de Polímeros, ligado à Universidade de Boston, Stanley irá utilizar o livro do professor Eudenilson em uma das disciplinas do curso de pós-graduação da sua instituição. "Com certeza, isso é motivo de orgulho", disse o pesquisador brasileiro. Intitulado Polaritons in Periodic and Quasiperiodic Structures , o livro trata da descoberta da modelagem computacional (microeletrônica) do DNA feita pelo cientista. Ele explica que está realizando uma outra leitura do DNA, seguindo uma seqüência matemática bem definida . "No futuro isto poderá representar muito para o mercado da nanotecnologia. Vai permitir, por exemplo, descobertas em áreas como saúde e informática", esclarece. Os americanos estão interessados nos estudos do brasileiro. A previsão é de que em 2017 o mercado mundial de nanotecnologia movimentará US$ 15 trilhões. "Também queremos saber o que há de novo sobre o assunto para podermos competir", afirma Albuquerque.

Ao todo, 79 currículos foram analisados. "Foi uma disputa altamente qualificada. Uma escolha difícil", disse o diretor executivo da Fulbright, Luiz Loureiro. Os professores darão aulas, palestras e participarão de seminários em instituições de ensino superior norte-americanas, além de realizarem pesquisas com atividades de orientação técnica e científica. "Queremos cada vez mais recomendar pessoas que não tenham tido experiências no exterior. Nosso objetivo é ampliar o espaço para novos conteúdos, como também para novos atores", complementa Loureiro.

Escolha - A comissão julgadora foi composta por cinco pessoas. Os professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Álvaro Toubes Prata, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Ângela Maria Randolpho Paiva, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Lívio Amaral, da Universidade Federal do Pará, Luiz Carlos Silveira, e da Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular ( Funadesp), Geraldo Nunes Sobrinho. A experiência foi um dos principais critérios analisados pela comissão julgadora. Para ser candidato era necessário ser doutor há no mínimo cinco anos, ter nacionalidade brasileira, não ter nacionalidade norte-americana, e estar credenciado como docente e orientador em programa de pós-graduação reconhecido pela Capes. Os professores escolhidos receberão passagem de ida e volta, auxílio instalação no valor de US$ 4 mil, bolsa mensal de US$ 4 mil e seguro-saúde de US$ 500.

Professores recomendados para edição 2005/2006

Área

Nome

Instituição Brasileira

Instituição anfitriã nos EUA

Sociologia

Carlos Benedito de C. Martins

Universidade de Brasília

Columbia University

Saúde Coletiva

Claudio José Struchiner

Fundação Oswaldo Cruz

Yale University

Física

Eudenilson Lins de Albuquerque

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Boston University

Matemática

Jair Koiller

Fundação Getúlio Vargas (RJ)

California IT

Química

José Domingos Fabris

Universidade Federal de Minas Gerais

University of Illinois at Urbana-Champaign

Antropologia

José Reginaldo S. Gonçalves

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Yale University

Letras

Julio César Jeha Universidade Federal de Minas Gerais Brown University

Engenharia Química

Marcelo Castier Universidade Federal do Rio de Janeiro University of Delaware

Medicina

Maurice Borges Vincent Universidade Federal do Rio de Janeiro Harvard Medical School

Ciência Política

Renato Raul Boschi Universidade Candido Mendes The City University of New York

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Encontro nacional reúne ex-bolsistas Fulbright

A Internacionalização da Educação Superior: Brasil e Estados Unidos no Século XXI foi o tema do VII Encontro Nacional de Ex-bolsistas da Fulbright , realizado de 15 a 17 de abril, em São Paulo (SP). O seminário reuniu pesquisadores, especialistas brasileiros e norte-americanos, representantes governamentais e de instituições de ensino superior.

Acervo Fulbright

O tema da edição deste ano foi uma celebração ao centenário do senador Fulbright. De acordo com o diretor-executivo da Comissão, Luiz Loureiro, o encontro permitiu uma discussão bastante importante de contextualização do ensino superior na atualidade. O papel das instituições, das agências de fomento e dos órgãos reguladores neste processo foi um dos temas de debate. "A principal conclusão é que é fundamental promover a mobilidade de estudantes e oferecer instrumentos para a efetiva cooperação entre instituições de países diferentes. A cooperação individual é sobretudo um instrumento, mas a durabilidade desse instrumento passa pelo fortalecimento das relações inter-institucionais", disse Loureiro.

Participaram da solenidade de abertura o embaixador dos Estados Unidos, John Danilovitch Keynote Speaker e a diretora da Divisão para a América Latina do Programa Fulbright, Cindy Wolloch. A diretora integrou o painel Educação como Fator de Desenvolvimento.

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Educação superior é apresentada a missão americana

Acervo Fulbright
Uma missão americana composta pela chefe da Divisão de Educação do Hemisfério Ocidental da Comissão Fulbright, Cindy Wolloch e o assessor de programas Fulbright, Ralph Blessing, realizaram uma série de visitas às instituições de ensino superior brasileiras no mês de abril. O objetivo do roteiro foi apresentar o cenário atual do sistema de ensino superior brasileiro possibilitando iniciativas adequadas às necessidades do país.

Cindy Wolloch e Ralph Blessing percorreram universidades com perfis variados. Como exemplo de instituição de grande porte, visitaram a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ainda no estado mineiro conheceram a Universidade de Ouro Preto, de menor tamanho. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) serviu de modelo de amplo investimento em pesquisa. Já a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), considerada de porte médio, foi apresentada com potencialidades de crescimento.

Em São Paulo (SP), os dois representantes americanos estiveram nas instalações da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL), instituição privada, com resultados de qualidade e diferencial de atividades extracurriculares. No Rio de Janeiro (RJ) visitaram a Faculdade de Administração Zumbi dos Palmares, primeira instituição de ensino brasileira, direcionada para atender à população negra. Autorizada a funcionar pelo Ministério da Educação (MEC), tem como objetivo consolidar o acesso deste público ao ensino superior, o equivalente a menos de 2% nas universidades públicas do país.

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